O PLANETA TERRA E OS ILUMINADOS

Os Iluminados prevalecem sobre tudo o que existe no Universo, infinito, em toda a sua extensão, para que se cumpra a Vontade Divina. Esta Ordem foi constituída quando a Terra estava em dificuldades até para manter-se em órbita.
Desde a sua criação a Terra passou pela solidificação, pela formação da ionosfera, estratosfera, pelas primeiras formas celulares, até chegar nas primeiras formas primitivas humanas físicas. Neste período, há dezoito milhões de anos atrás, de primeiras formas humanas físicas, o Planeta serviu de berço para a encarnação de diversos seres do cosmos (livros: "A Caminho da Luz", "Exilados de Capela"). Porém, há um intervalo de tempo quase infinito e desconhecido na história da Terra. Foi o período - 500.000 anos atrás - em que há registros da presença de Extraterrestres, Interplanetários bons e maus, em várias partes do Globo. Neste período inicial, houve a encarnação da 1ª raça raiz e 2ª raça raiz, tão bem conhecidas da teosofia e de outros estudos ocultistas, e que não eram propriamente raças físicas, completamente materializadas. Isto só se deu na 3ª raça raiz Lemuriana. (Aqui vamos deixar os milênios se passarem e nos adiantar no tempo).

Com a encarnação de espíritos extraterrestres, principalmente os de Capela, a Terra seguia seu destino cósmico e os homens sobre o planeta viviam sob o reinado do terror, dominação e violência. Houve a "queda do homem" devido a vários motivos. Houve o rebaixamento da freqüência vibratória dos átomos da constituição humana e, conseqüentemente, o rebaixamento do nível de consciência. Com a queda, perdeu-se a consciência da Unidade e conheceu-se o sofrimento pela primeira vez neste mundo. O homem entrou em decadência e ficou parecido com o denominado "homem das cavernas". A Terra tornou-se nublada, cada vez mais escura, até não possuir Luz suficiente para manter-se em órbita, sendo um peso muito intenso a ser mantido pelos Astros do Sistema Solar e da Galáxia. Quando este clímax atingiu os pontos de saturação vibratória máxima - que é conhecido nos códigos estelares com o código 666 - abalando o equilíbrio dos planetas próximos, os Diretores Estelares decidiram intervir. Os Hierarcas, reunidos nos Conselhos Superiores condenaram-na e a Seus habitantes.

Sanat Kumara, Logus Planetário, Regente do Planeta Vênus, chamado na Bíblia “O Ancião dos Dias”, que já possuía experiência na recuperação de outros mundos, apresentou-se como voluntário para recuperar o Planeta e a torná-lo viável para a evolução humana.
Toda a humanidade deve ser grata a este Grande Iluminado, que por sua atitude altruística será sempre abençoado. Ele então deixou seu lar e seu Complemento Divino, a muito amada Vênus, para partir para a Terra.


Ele possui a 9a. Iniciação Hierárquica e sua música chave é a Rapsódia sobre um tema de Paganini, 18a. Variação (Rachmaninoff).
Depois que Sanat Kumara assumiu o compromisso de vir para a Terra, e aqui permanecer até que um único ser humano se iluminasse,144.000 almas extraterrestres de Vênus, ofereceram-se para vir com ele e apoiar sua missão.
Foi então iniciada a construção de Shamballa, a cidade de onde o Grande Regente deveria dirigir a Terra, numa ilha do mar de Gobi. Sua construção durou 900 anos.

"Quando a HORA CELESTE soou, o gigantesco mecanismo pôs-se em movimento. As estrelas indicaram a partida dos Deuses e dos Senhores da Chama e de acordo com a Lei, constituíram uma ESFERA DE FOGO de irradiação incalculável e lançaram-se celeremente à grande aventura cósmica que se iniciava (em Vênus) nas mais elevadas alturas do Sistema e devia culminar naquele pequeno lugar da Terra, uma ilha do Mar Gobi (hoje deserto de Gobi), a oeste da Ásia, que posteriormente foi denominada “Ilha Branca”, pelo fato de a cidade ter sido construída com muito mármore branco, jóias preciosas e ouro.
"À medida que a esfera de fogo ia se deslocando pelo espaço em direção à Terra em velocidades incríveis, atravessando rondas e cadeias de mundos dentro do hemisfério solar, os esplendentes Senhores da Chama iam despojando-se de Seus atributos venuzianos e assimilando e adquirindo os que correspondiam ao Planeta Terra."

Shamballa

Iniciou-se uma grande História...

Sanat Kumara, tomou posse como Senhor do Mundo e, inicialmente, com a sua própria Luz, sustentou o Planeta. Com sua Sabedoria preparou Iluminados para a recuperação da Terra. Ele formou, há 16 milhões de anos, uma Irmandade de Iluminados com o nome de Grande Fraternidade Branca (a cor branca é a síntese de todas as cores e, usada no sentido filosófico, representa o ideal de aceitação e união de todos os povos para trabalhar pela causa evolutiva planetária).

Ao chegar em Shamballa, Sanat Kumara invocou a Chama Trina (Azul, Dourada e Rosa), que representa Poder, Sabedoria e Amor, a ação vibratória do Planeta Vênus, que nunca havia sido invocada antes na Terra, e que então foi impressa no coração de cada ser humano vivente na Terra. Foi o primeiro passo para a salvação da humanidade. As flores, as árvores e o Elementais ganharam novo ânimo e no coração do homem brilhou uma nova esperança. A Terra voltou a brilhar.
Shamballa é o maior FOCO DE LUZ que mantém o equilíbrio energético, tanto para receber quanto para distribuir ao Planeta: recebe energia de centros energéticos Solares e extra-solares, como de Vênus, do grande Sol Central, da Constelação de Ursa Maior e de outros Centros Cósmicos; é o centro de irradiação da vida planetária, focalizando Vontade, Sabedoria e Amor, que guiam a humanidade para a Ascensão. Atualmente Shamballa encontra-se no Plano Etérico, com as mesmas características que possuía no plano material, porém mais sutil e mais iluminada.

Oração de Shamballa

“Tu que me chamaste para o caminho do trabalho, aceita minha habilidade e meu desejo. Aceita meu labor, ó Senhor, pois Tu me vês de dia e de noite. Dá-me Tua mão, Ó Senhor, pois a escuridão é grande. Eu sigo a Ti”

Entre os povos da Índia, China, Mongólia, Tibete e Rússia existem muitas referências a Shamballa, a terra das águas cristalinas, a cidade sagrada onde vivem os homens sábios e perfeitos. Ao longo dos tempos, existem muitas referências sobre pessoas que, ao viajarem por esses lugares, tiveram contato e grandes experiências místicas com esses seres que o ocidente praticamente desconhece. A tradição esotérica sustenta que o lugar ainda é a morada terrena dos poderosos seres e que nele se reúnem a cada sete anos os iniciados de todas as nações.

A Grande Fraternidade serve à evolução da Terra e é responsável por todos os seus seres. Está ligada a outras Fraternidades dentro e fora do nosso sistema solar.

A hierarquia deixa o homem e os governantes das nações completamente livres, respeitando o livre-arbítrio. Procura orientar de várias formas todos os governos de todos os povos, conduzindo-os à observação da justiça, das liberdades individuais e coletivas, para que haja uma contínua expansão da consciência, da mente, do sentimento, da sensibilidade e da compreensão. O objetivo maior é ajudar todos os seres humanos a ter os mesmos direitos, deveres e oportunidades de evolução para cumprir suas tarefas na Terra, e viver em completa paz e equilíbrio com todos os seres e forças da natureza.
Resumindo, a Grande Fraternidade Branca é um conjunto de seres que se encontram em vários planos, mundos e dimensões. Cada um deles continua evoluindo dentro de seus próprios processos, trilha o mesmo Caminho da Luz, cumpre as mais diversas tarefas e missões. Uns encontram-se no plano físico, outros no plano astral, outros no plano mental, outros nos planos da alma e outros ainda no plano onde reside o Puro Espírito. Todos estão dentro da unidade maior, que é o Planeta Terra, trabalhando para que os princípios da vida universal sejam sedimentados nos corações, mentes e almas da humanidade. Atualmente, na evolução da Terra existem espíritos originários de diversas escolas planetárias, ou seja, de outros planetas e constelações. Todos precisam seguir as Grandes Leis Universais feitas pelo Criador. Essas Leis dizem que cada Hierarquia Planetária é responsável pelos seres que nela evoluem, trabalham e servem; portanto, todos obedecem à Hierarquia Planetária em que estão servindo. No universo reinam a ordem, a disciplina, a harmonia e o equilíbrio, não o caos que o ser humano imagina.

A vida não é a forma, mas sim o habitante da forma. A alma e o espírito peregrinam pelo universo na busca de um aperfeiçoamento, para expandir e unificar seus estados de consciência e atingir a Consciência Cósmica.

Um dos objetivos principais da Chama Trina é ajudar o homem a atingir níveis mais elevados de consciência, de mente e sentimento, para que ele possa se libertar interna e externamente, iluminar, despertar e expandir suas capacidades latentes, tornar-se mestre de si próprio. Seus princípios são: liberdade, igualdade, fraternidade, equilíbrio, harmonia, paz, amor, justiça, sabedoria e luz para todos os seres. Seus Mestres procuram levar cada pessoa à consciência de que ela é parte de uma enorme família chamada humanidade. Esses princípios constituem metas a serem alcançadas e conquistadas com consciência. Não podemos compreender a Grande Fraternidade Branca unicamente baseados no intelecto, no racional, nos limitados cinco sentidos.
Cada ser humano possui um poder transmutador expresso na Divina presença EU SOU, focalizado através do coração, que foi esquecido após sua “queda”. Cabe ao discípulo fazer com que este poder esteja sempre ativo, sob a proteção e orientação da Grande Fraternidade Branca.

 

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Respostas a este tópico

Amiga y hermana en la luz, una vez más tu publicación es muy interesante y necesariamente debe ser conocida por todos los estudiosos de la Verdad...NAMASTE
Lindas imagens e o resumo é sempre bom relembrar.Obrigada.
MUITO OPORTUNO ESTE ENSINAMENTO.GRATO.
Muito Obrigada!!! Maravilhoso ensinamento...."Que irradiemos LUZ,AMORe PAZ a toda a humanidade,para todo o universo..."NAMASTE.

Agartha

Agartha ou Agarta, por vezes chamada de Agharta, seria um reino situado dentro da Terra, e, neste sentido, a crença em sua existência estaria associada às teorias da Terra Oca e à cidade sagrada de Shambhala.

Shambhala, não necessariamente entendida como um reino subterrâneo, no imaginário do budismo e do hinduísmo, dentre outros, acha-se associada ao axis mundi, ou eixo primordia mitológico de um povo ou cultura, sendo uma das oito cidades sagradas localizadas em quarta dimensão, como entende a tradição ocultista, baseada principalmente em textos do hinduismo, budismo e taoismo.

A partir desse reino mítico, um monarca chamado Melki-Tsedeq, ou Melquisedeque, governaria o mundo. Este misterioso personagem é citado na Bíblia (Gên. 14:18-20 e Heb 6:17-20 e 7:1-3). No Budismo tibetano crê-se que haveria canais de ligação entre Shambhala e o reino budista (no exílio na Índia desde a ocupação chinesa comunista de 1950) dos Dalai Lama.

Índice

[esconder]

relatos de exploradores

A ocultista russa Helena Petrovna Blavatsky, que apresenta ao ocidente farto e rico material filosófico das escolas orientais no final do século XIX, associa Shambhala a um destino escatológico: seria o berço do Messias que apareceria para libertar a Terra antes do fim do Kali Yuga, ou ciclo de destruição de mundos.[1] Tal reino seria mencionado nos Puranas, coleção atribuída ao Vyâsa ("compilador") Krishna Dwaipâya, autor do grande épico hindu Mahabharata, sânsc. Mahābhārata.[2]

Em toda a Ásia Menor, não somente no passado, mas também hoje, acredita-se na existência de uma cidade de mistério, cheia de maravilhas, conhecida como Shambhala, ou Shamb-Allah, ou, entre os povos tibetano e mongol, Erdami. Na China, no panteão do taoismo, é considerada a residência da Mãe Sagrada do Oeste, que o budismo chinês depois associa a Kuan Yin ou Guan Yin, e o japonês a Kannon, divindade da misericórdia, advinda da representação indiana original de Avalokiteshvara, "O que olha para baixo" (em socorro dos seres), Cherenzig no Tibete.

O explorador polonês Ferdinand Ossendovski, no início do séc. XX, refere-se ao reino de Agartha, crença provavelmente inspirada na cidade mitológica de Shambhala, como um reino habitado por milhões de indivíduos, governados por Rigden Jyepo (tib.), soberano ou rei do mundo. No livro Bestas, Homens e Deuses, Ossendovski, que ouviu várias histórias ao viajar pela Ásia Central, faz referências a Agartha, mostrando que o povo oriental crê em tal fato, especialmente os tibetanos, mongóis e chineses. Toda a natureza se calaria para louvar o rei do mundo em suas manifestações no plano físico.

No final do século XIX, o marquês Saint-Yves D'Alveydre viajou pela Índia e arredores e ouviu relatos semelhantes, que registrou na obra Missão da Índia.

[editar] terra celestial e paraíso terrestre, mundo oculto e manifesto

Entre as raças da humanidade, desde o alvorecer dos tempos, existe a tradição de uma terra sagrada ou paraíso terrestre, onde os mais elevados ideais da humanidade são realidades vivas. Este conceito é encontrado nos escritos mais antigos e nas tradições dos povos da Europa, Ásia Menor, China, Índia, Egito e Américas. Esta terra sagrada poderia ser conhecida por pessoas merecedoras, puras e inocentes, razão pela qual constitui o tema central dos sonhos da infância.

O caminho para essa terra abençoada, este mundo invisível, domínio esotérico e oculto, constitui a motivação principal e a chave-mestra de ensinamentos misteriosos e sistemas de iniciação. Essa chave mágica é o Abre-te, Sésamo! que destranca as portas de um mundo novo e maravilhoso. Os antigos Rosacruzes a designavam pela palavra vitriol, combinação das primeiras letras da frase vista interiora terrae retificando invenes omnia lapidem, para indicar que "no interior da Terra está oculto o verdadeiro mistério". O caminho que conduz a este mundo oculto seria o da iniciação.[3]

Na Grécia antiga, nos Mistérios de Elêusis e pelo Oráculo de Delfos, esta terra celestial era chamada de Monte Olimpo e de Campos Elísios. Também nos tempos védicos primitivos era chamada por vários nomes, tais como Ratnasanu (pico da pedra preciosa), Hermadri (montanha de ouro) e Monte Meru, lar dos deuses no Hinduísmo.

A compilação dos Eddas, textos islandeses referentes à mitologia nórdica, também menciona esta cidade celestial, que ficava na terra de Asar, dos povos da Mesopotâmia, terra de Amenti do Livro Sagrado dos Mortos, dos antigos egípcios, a cidade das Sete Pétalas de Vixnu e a Cidade dos Sete Reis de Edom, ou Éden da tradição do judaismo. Em outras palavras, o paraíso terrestre.

Os persas denominam-na Alberdi ou Aryana, terra dos seus ancestrais. Os hebreus chamam-na Canaã e os mexicanos Tula ou Tolan, enquanto os astecas chamavam-na de Maya-Pan. Os conquistadores espanhóis que vieram para a América acreditavam na existência de tal cidade e organizaram muitas expedições para procurá-la, chamando-a de El Dorado, Eldorado, ou "Cidade do Ouro". Provavelmente souberam a seu respeito pelos aborígenes que a a ela se referiam como Manoa ou "Cidade Cujo Rei se Veste com Roupas de Ouro".

Para os celtas, esta terra sagrada era conhecida como "Terra dos Mistérios", Duat ou Dananda. Uma tradição chinesa fala de uma Terra de Chivin ou Cidade das Doze Serpentes.

Na Idade Média estava associada à Ilha de Avalon e à saga dos Cavaleiros da Távola Redonda, que, sob a liderança do Rei Arthur e a orientação do mago Merlin, empreendiam a busca do Graal ou Cálice Sagrado, símbolo da obediência, da justiça e da imortalidade, e que teria sido usado na última ceia de Jesus com os apóstolos e, após a crucifixão, contido o sangue do "golpe de misericórdia" dado pelo soldado Longino e guardado pelo devoto José de Arimatéia.

==

  1. Blavatsky, Helena P. Glossário Teosófico. São Paulo, Ground, s/d, p.598
  2. Idem Op. Cit., pp.529/530; 750/751
  3. Tomas, Andrew. Shambhala. A misteriosa civilização tibetana. Lisboa, Bertrand, 1979, pp.19-29

==

[editar] Bibliografia

  • Blavatski, Helena Petrovna. Glossário Teosófico. São Paulo, Ground, s/d.
  • BLOFELD, John. A Deusa da Compaixão e do Amor. São Paulo: Edições Ibrasa, 1994.
  • Ossendowski, Ferdinand. Bestas, homens e deuses. SP, Hemus, s/d.Bêtes Hommes et Dieux-beasts, Men and Dogs. Paris, Plon-Nourrit, 1924.

_________________________ Homme et Le Mystere En Asie. Idem, 1925.

  • Saint-Yves D'Alveydre. Missão da Índia na Europa. SP, Madras, 2005.
  • Tomas, Andrew. Shambhala. A misteriosa civilização tibetana. Lisboa, Bertrand, 1979.

[editar] Ligações externas

Acesso 10/10/2008.

Saudações de LUz Carlos!!!

 

Gratidão pelo presente.


Um abraço

Fatima

 

Carlos Eduardo Haguenauer disse:

Agartha

Agartha ou Agarta, por vezes chamada de Agharta, seria um reino situado dentro da Terra, e, neste sentido, a crença em sua existência estaria associada às teorias da Terra Oca e à cidade sagrada de Shambhala.

Shambhala, não necessariamente entendida como um reino subterrâneo, no imaginário do budismo e do hinduísmo, dentre outros, acha-se associada ao axis mundi, ou eixo primordia mitológico de um povo ou cultura, sendo uma das oito cidades sagradas localizadas em quarta dimensão, como entende a tradição ocultista, baseada principalmente em textos do hinduismo, budismo e taoismo.

A partir desse reino mítico, um monarca chamado Melki-Tsedeq, ou Melquisedeque, governaria o mundo. Este misterioso personagem é citado na Bíblia (Gên. 14:18-20 e Heb 6:17-20 e 7:1-3). No Budismo tibetano crê-se que haveria canais de ligação entre Shambhala e o reino budista (no exílio na Índia desde a ocupação chinesa comunista de 1950) dos Dalai Lama.

Índice

[esconder]

relatos de exploradores

A ocultista russa Helena Petrovna Blavatsky, que apresenta ao ocidente farto e rico material filosófico das escolas orientais no final do século XIX, associa Shambhala a um destino escatológico: seria o berço do Messias que apareceria para libertar a Terra antes do fim do Kali Yuga, ou ciclo de destruição de mundos.[1] Tal reino seria mencionado nos Puranas, coleção atribuída ao Vyâsa ("compilador") Krishna Dwaipâya, autor do grande épico hindu Mahabharata, sânsc. Mahābhārata.[2]

Em toda a Ásia Menor, não somente no passado, mas também hoje, acredita-se na existência de uma cidade de mistério, cheia de maravilhas, conhecida como Shambhala, ou Shamb-Allah, ou, entre os povos tibetano e mongol, Erdami. Na China, no panteão do taoismo, é considerada a residência da Mãe Sagrada do Oeste, que o budismo chinês depois associa a Kuan Yin ou Guan Yin, e o japonês a Kannon, divindade da misericórdia, advinda da representação indiana original de Avalokiteshvara, "O que olha para baixo" (em socorro dos seres), Cherenzig no Tibete.

O explorador polonês Ferdinand Ossendovski, no início do séc. XX, refere-se ao reino de Agartha, crença provavelmente inspirada na cidade mitológica de Shambhala, como um reino habitado por milhões de indivíduos, governados por Rigden Jyepo (tib.), soberano ou rei do mundo. No livro Bestas, Homens e Deuses, Ossendovski, que ouviu várias histórias ao viajar pela Ásia Central, faz referências a Agartha, mostrando que o povo oriental crê em tal fato, especialmente os tibetanos, mongóis e chineses. Toda a natureza se calaria para louvar o rei do mundo em suas manifestações no plano físico.

No final do século XIX, o marquês Saint-Yves D'Alveydre viajou pela Índia e arredores e ouviu relatos semelhantes, que registrou na obra Missão da Índia.

[editar] terra celestial e paraíso terrestre, mundo oculto e manifesto

Entre as raças da humanidade, desde o alvorecer dos tempos, existe a tradição de uma terra sagrada ou paraíso terrestre, onde os mais elevados ideais da humanidade são realidades vivas. Este conceito é encontrado nos escritos mais antigos e nas tradições dos povos da Europa, Ásia Menor, China, Índia, Egito e Américas. Esta terra sagrada poderia ser conhecida por pessoas merecedoras, puras e inocentes, razão pela qual constitui o tema central dos sonhos da infância.

O caminho para essa terra abençoada, este mundo invisível, domínio esotérico e oculto, constitui a motivação principal e a chave-mestra de ensinamentos misteriosos e sistemas de iniciação. Essa chave mágica é o Abre-te, Sésamo! que destranca as portas de um mundo novo e maravilhoso. Os antigos Rosacruzes a designavam pela palavra vitriol, combinação das primeiras letras da frase vista interiora terrae retificando invenes omnia lapidem, para indicar que "no interior da Terra está oculto o verdadeiro mistério". O caminho que conduz a este mundo oculto seria o da iniciação.[3]

Na Grécia antiga, nos Mistérios de Elêusis e pelo Oráculo de Delfos, esta terra celestial era chamada de Monte Olimpo e de Campos Elísios. Também nos tempos védicos primitivos era chamada por vários nomes, tais como Ratnasanu (pico da pedra preciosa), Hermadri (montanha de ouro) e Monte Meru, lar dos deuses no Hinduísmo.

A compilação dos Eddas, textos islandeses referentes à mitologia nórdica, também menciona esta cidade celestial, que ficava na terra de Asar, dos povos da Mesopotâmia, terra de Amenti do Livro Sagrado dos Mortos, dos antigos egípcios, a cidade das Sete Pétalas de Vixnu e a Cidade dos Sete Reis de Edom, ou Éden da tradição do judaismo. Em outras palavras, o paraíso terrestre.

Os persas denominam-na Alberdi ou Aryana, terra dos seus ancestrais. Os hebreus chamam-na Canaã e os mexicanos Tula ou Tolan, enquanto os astecas chamavam-na de Maya-Pan. Os conquistadores espanhóis que vieram para a América acreditavam na existência de tal cidade e organizaram muitas expedições para procurá-la, chamando-a de El Dorado, Eldorado, ou "Cidade do Ouro". Provavelmente souberam a seu respeito pelos aborígenes que a a ela se referiam como Manoa ou "Cidade Cujo Rei se Veste com Roupas de Ouro".

Para os celtas, esta terra sagrada era conhecida como "Terra dos Mistérios", Duat ou Dananda. Uma tradição chinesa fala de uma Terra de Chivin ou Cidade das Doze Serpentes.

Na Idade Média estava associada à Ilha de Avalon e à saga dos Cavaleiros da Távola Redonda, que, sob a liderança do Rei Arthur e a orientação do mago Merlin, empreendiam a busca do Graal ou Cálice Sagrado, símbolo da obediência, da justiça e da imortalidade, e que teria sido usado na última ceia de Jesus com os apóstolos e, após a crucifixão, contido o sangue do "golpe de misericórdia" dado pelo soldado Longino e guardado pelo devoto José de Arimatéia.

==

  1. Blavatsky, Helena P. Glossário Teosófico. São Paulo, Ground, s/d, p.598
  2. Idem Op. Cit., pp.529/530; 750/751
  3. Tomas, Andrew. Shambhala. A misteriosa civilização tibetana. Lisboa, Bertrand, 1979, pp.19-29

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[editar] Bibliografia

  • Blavatski, Helena Petrovna. Glossário Teosófico. São Paulo, Ground, s/d.
  • BLOFELD, John. A Deusa da Compaixão e do Amor. São Paulo: Edições Ibrasa, 1994.
  • Ossendowski, Ferdinand. Bestas, homens e deuses. SP, Hemus, s/d.Bêtes Hommes et Dieux-beasts, Men and Dogs. Paris, Plon-Nourrit, 1924.

_________________________ Homme et Le Mystere En Asie. Idem, 1925.

  • Saint-Yves D'Alveydre. Missão da Índia na Europa. SP, Madras, 2005.
  • Tomas, Andrew. Shambhala. A misteriosa civilização tibetana. Lisboa, Bertrand, 1979.

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Acesso 10/10/2008.


Sinopse :

Ronald Calman e Jane Wyatt estrelam nesta clássica produção sobre o paraíso de Shangri-la. A obra-prima original, de Frank Capra tinha duração de 132 minutos na época de seu lançamento, em 1937. Durante a Segunda Guerra Mundial, uma nova edição, com 24 minutos a menos, atenuou a mensagem pacifista do filme. Num trabalho de mais de vinte e cinco anos para restaurar o filme,foram utilizadas cenas encontradas em várias partes do mundo. Com uma ótima direção de arte, o destaque fica para os cenários de Shangri-la que são considerados os maiores já construídos em Hollywood.

Informações Técnicas :

Título no Brasil: Horizonte Perdido
Título Original: Lost Horizon
País de Origem: EUA
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 134 minutos
Ano de Lançamento: 1937
Site Oficial:
Estúdio/Distrib.: Sony Pictures
Direção: Frank Capra

Elenco :

Ronald Colman ... Robert 'Bob' Conway
Jane Wyatt ... Sondra Bizet
Edward Everett Horton ... Alexander P. 'Lovey' Lovett
John Howard ... George Conway
Thomas Mitchell ... Henry Barnard
Margo ... Maria
Isabel Jewell ... Gloria Stone
H.B. Warner ... Chang
Sam Jaffe ... High Lama
Hall Johnson Choir ... Choir

 

Harvey Spencer Lewis, Ordem Rosacruz e o cinema.

 

Entre as múltiplas atividades paralelas à AMORC assumidas Harvey Spencer Lewis, graças aos seus impressionantes talentos, estavam suas consultorias para a então florescente industria cinematográfica americana. Vários diretores consultaram o Imperator quanto a questões de cenário e enredo para filmes.

O famoso filme "Lost Horizon" (Horizonte Perdido), de 1937, com direçao de Frank Capra e baseado no romance de James Hilton, contou com a habilidade de H. Spencer Lewis na criação dos grandiosos cenários, que abriu mão dos direitos autorais e levaram a assinatura de Stephen Grooson. O filme foi muito recomendado por Lewis aos membros da AMORC, em várias ocasiões. "Lost Horizon" ganhou dois Oscars. Um deles de melhor cenário...

Na sinopse acima, um dos destaques é o cenário. Diz-se que a AMORC também patrocinou parte do filme,

assim como o filme "Dark Cristal" (O Cristal Encantado).

Recomendo a todos, que assistam o filme, esse o original de 1937. Tem uma outra versão mais recente a cores, de 1973, que não teve a mesma repercursão, apesar das cores e da musica "Living Togeter". Imagine o impacto deste filme original que teve na decada de 30/40.....

Eu tenho as duas versões, A de 1937 e a de 1973. Curioso é a inversão de numeros 37 e 73....

Vejam também o Cristal Encantado, apesar de ter sido feito para crianças, é rico em simbologia mistica, sem falar no enredo que é uma alegoria da disputa entre o bem e o mal, com um final surpreendente.

Luz, Vida e Amor a todos. Que Assim Seja.

 

Este texto está, como se pode ver, em castelhano, abaixo minha tantativa de tradução. Peço ajuda para melhorar a tradução, foi a razão de disponibilizar o texto no original. Rene Guenon é RosaCruz. O original:

 

 

AGARTHA

 

René Guénon

 

Agartha,  se  dice,  no  fue  siempre  subterránea,  y  no permanecerá  siempre;  vendrá  un tiempo  en  el  que,  según  las  palabras  dadas  por  M.  Ossendowski,  los  «pueblos  de Agartha saldrán de sus cavernas y aparecerán sobre la superficie de la tierra». Antes de su desaparición del mundo visible, este centro llevaba otro nombre, pues el de Agartha, que significa «inalcanzable» o «inaccesible» (y también «inviolable», pues es la morada de  la  Paz,  Salem),  no  habría  sido  el  más  conveniente;  M.  Ossendowski  precisa  que  se hizo subterráneo «hace más de seis mil años», y ocurre que esta fecha corresponde, con una  muy  suficiente  aproximación,  al  comienzo  del  Kali-Yuga,  o  «época  negra»,  la «edad  de  hierro»  de  los  antiguos  occidentales,  el  último  de  los  cuatro  períodos  en  los cuales  se  divisa  el  Manvantara;  su  reaparición  debe  coincidir  con  el  fin  del  mismo

período. 

 

Hemos  hablado  anteriormente  de  las  alusiones  hechas  por  todas  las  tradiciones  a  algo que  se  halla  perdido  o  escondido,  y  que  se  representa  bajo  diversos  símbolos;  esto, cuando  se  toma  en  su  sentido  general,  lo  que  concierne  al  conjunto  de  la  humanidad terrena, se refiere precisamente a las condiciones del Kali- Yuga. 

 

El período actual es una fase de oscurantismo y de confusión; sus condiciones son tales que,  en  tanto  que  persistan,  el  conocimiento  iniciático  debe  necesariamente  quedar oculto, de ahí  el carácter de  «Misterios»  de la Antiguedad llamada  «histórica»  (que no se remonta más que hasta el comienzo de este período) y de las organizaciones secretas de todos los pueblos; organizaciones que dan una iniciación efectiva allí donde subsiste aún una verdadera doctrina tradicional, pero que no ofrecen más que la sombra cuando el  espíritu  de  la  doctrina  ha  cesado  de  vivificar  a  los  símbolos  que  no  son  más  que  la representación exterior y eso, porque, por razones diversas, todo lazo consciente con el centro espiritual del mundo ha acabado por romperse, lo que es el sentido más particular de  la  pérdida  de  la  tradición,  la  que  concierne  especialmente  a  tal  o  cual  centro secundario, dejando de estar en relación directa y efectiva con el centro supremo. 

 

Se debe pues, como lo decíamos anteriormente, hablar de algo que está oculto más que verdaderamente  perdido,  ya  que  no  está  escondido  para  todos  y  que  algunos  lo  poseen aún íntegramente; y, si es así, otros tienen siempre la posibilidad de encontrarlo, ya que ellos lo buscan como conviene, es decir, que su intención sea dirigida de tal manera que, por  las  vibraciones  armónicas  que  despierta  según  la  «ley  de  acciones  y  reacciones concordante»,  pueda  ponerlos  en   comunicación  espiritual  efectiva   con  el  centro supremo. 

 

Esta  dirección  de  la  voluntad  tiene  además,  en  todas  las  formas  tradicionales,  su representación  simbólica;  queremos  hablar  de  la  orientación  ritual:  ésta,  en  efecto,  es propiamente  la  dirección  hacia  un  centro  espiritual,  que  cualquiera  que  sea,  es  una imagen del verdadero «Centro del Mundo».

 

Pero  a  medida  que  se  avanza  en  el  Kali-Yuga,  la  unión  con  este  centro,  cada  vez  más cerrado  y  oculto,  se  hace  más  difícil,  al  mismo  tiempo  que  se  hacen  más  raros  los centros secundarios que le representan exteriormente; y sin embargo, cuando acabe este período, la tradición deberá manifestarse de nuevo en su integridad, ya que el comienzo de  cada  Manvantara,  coincidiendo  con  el  final  del  precedente,  implica  necesariamente, para la humanidad terrena, la vuelta al «estado primordial». 

 

En  Europa,  todo  lazo  establecido  conscientemente  con  el  centro  por  medio  de

organizaciones  regulares  está  roto  actualmente,  y  ello  es  así  desde  hace  varios  siglos; además, esta ruptura no se realizó de un solo golpe, sino en varias fases sucesivas. 

 

La primera de estas fases se remonta al comienzo del siglo XIV; lo que ya hemos dicho

en  otro  lugar  de  las  Órdenes  de  Caballería  puede  hacer  comprender  que  uno  de  sus papeles  principales  era  el  de  asegurar  una  comunicación  entre  Oriente  y  Occidente, comunicación de la que es posible comprender el verdadero alcance si se observa que el centro del que hablamos aquí siempre ha sido descrito, al menos en lo que concierne a los tiempos históricos, como situado al lado de Oriente.

Sin embargo, después de la destrucción de la Orden del Temple, el Rosacrucianismo, o

a  lo  que  se  debía  dar  este  nombre  por  continuidad, siguió  asegurando  el  mismo  lazo, aunque  de  una  manera  más  disimulada.  El  Renacimiento  y  la  Reforma  marcaron  una nueva  fase  crítica,  y  por  último,  según  lo  que  parece  indicar  Saint-Ives,  la  ruptura completa habría coincidido con los tratados de Westfalia, que en 1648 terminaron con la Guerra de los Treinta Años. 

 

Ahora  bien,  es  notable  que  varios  autores  hayan  afirmado  precisamente  que,  poco después de la Guerra de los Treinta Años, los verdaderos Rosacruces hayan abandonado Europa  para  retirarse  a  Asia;  y  recordaremos,  a  propósito  de  esto,  que  los  Adeptos Rosacruces  eran  doce,  como  los  miembros  del  círculo  más  interno  de  Agartha,  y  en conformidad con la constitución común a tantos centros espirituales formados a imagen de este centro supremo. 

 

A  partir  de  esta  última  época,  el  depósito  del  conocimiento  iniciático  efectivo  no  está guardado  por  ninguna  organización  occidental;  también  Swedenborg  declara  que  es  de ahora  en  adelante  entre  los  sabios  del  Tíbet  y  de  Tartaria  donde  hay  que  buscar  la palabra  perdida;  y  por  su  parte,  Anna  Caterina  Emerich  tiene  la  visión  de  un  lugar misterioso  que  llama  la  «Montaña  de  los  Profetas», y  que  la  sitúa  en  las  mismas regiones. 

 

Añadamos  que  fue  de  informaciones  fragmentarias  de donde  pudo  Mme.  Blavatsky recoger  noticias  sobre  este  tema,  sin  comprender,  por  otro  lado,  verdaderamente  el significado,  de  dónde  nació  en  ella  la  idea  de  la  Gran  Logia  Blanca,  que  nosotros podríamos  llamar  no  ya  una  imagen,  sino  simplemente  una  caricatura  o  una  parodia imaginaria de Agartha. 

 

¡Paz Profunda!

Aqui a tentativa de tradução. Desculpem os erros. Algumas palavras foram mantidas no original para serem substituidas mais tarde por palavras em portugues que não mudem o sentido. O original acima, servirá como roteiro para acompanhar a tradução.

Mais uma vez, enfatiso o convite para assistir o filme "Lost Horizon". Ontem revi o segundo filme em cores, porém, prefiro mesmo o original em preto e branco de 1937. Alerto também, que o filme foi reduzido como está descrito na sinopse, então, como foi achada a trilha sonora original sem cortes, algumas cenas ficam com a imagem congelada enquanto prosegue o diálogo, para em seguida continuar normalmente. São poucas cenas com este problema. Vale a pena. Segue minha tentativa de tradutor....

 

AGARTHA

 

René Guénon

 

 

Agartha, dizem, não foi sempre subterrânea, e não permanecerá sempre; virá um tempo em que, segundo as palavras dadas por M. Ossendowski, os «povos de Agartha sairão de suas cavernas e reaparecerão sobre a superfície da terra». Antes do seu desaparecimento do mundo visível, este centro levava outro nome, pois o de Agartha, que significa «inalcançavel» ou «inacessível» (e tambem «enviolável», pois, é a morada da Paz, Salem), o nome não teria sido mais conveniente; M. Ossendowski, precisa que se tornou subterráneo «faz mais de seis mil anos», e ocorre que este fato corresponde, com uma suficiente aproximação, ao começo da Kali-Yuga, ou «época negra», a «idade de ferro» dos antigos ocidentais, o último dos quatro períodos nos quais se divisa o Manvantara; seu reaparecimento deve coincidir com o fim do mesmo período.

 

Temos falado anteriormente, das alusões feitas por todas as tradições, a algo que se havia perdido ou escondido, e que se representa por diversos símbolos; isto, quando se toma em seu sentido geral, no que concerne ao conjunto da humanidade terrena, se refere precisamente as condições de Kali-Yuga.

 

O período atual é uma fase de obscurantismo e de confusão; suas condições são contos que, em tanto que persistam, o conhecimento iniciático deve necesariamente permanecer oculto, daí o caráter de «Misterioso» da Antiguidade chamada «histórica» (que não se remonta mais, que ao começo deste período) e das organizações secretas de todos os povos; organizações que dão uma iniciação efetiva alí de onde subsiste ainda uma verdadera doutrina tradicional, mas que não oferecem mais que uma sombra quando o espírito da dotrina tenha cessado de vivificar aos símbolos que não são mais que a representação exterior e isso, porque, por razões diversas, todo laço consciente com o centro espiritual do mundo tinha acabado por romperse, o que é o sentido mais particular da perda da tradição, no que diz respeito especialmente a tal o qual centro secundario, deixando de estar em relação direta e efetiva com o centro supremo.

 

Se deve pois, como dizíamos anteriormente, falar de algo que está oculto, más não verdaderamente perdido, já que não está escondido para todos e que alguns o possuem ainda íntegramente; e, se é assim, outros tem sempre a possibilidade de encontra-lo, já que eles o buscam, como convem, é dizer, que sua intenção seja dirigida de tal maneira que, por vibrações harmónicas que desperta segúndo a «lei de ações e reações concordante», possa colocalos em comunicação espiritual efetiva com o centro supremo.

 

Este direcionamento da vontade, tem além disso, em todas as formas tradicionais, sua representação simbólica; queremos falar da orientação ritual: esta, em efeito, é propriamente a direção hacia um centro espiritual, que qualquer que seja, é uma imagen do verdadeiro «Centro del Mundo».

 

Mas, a medida que se avança en el Kali-Yuga, a união com este centro, cada vez mais cerrado e oculto, se faz mais difícil, ao mesmo tempo que se fazem mais raros os centros secundarios que o representam exteriormente; e sem embargo, quando acabar este período, a tradição deverá manifestarse de novo em sua integridade, ja que o começo de cada Manvantara, coincidindo com o final do precedente, implica necesariamente, para a humanidad terrena, a volta ao «estado primordial».

 

Na Europa, todo laço establecido conscientemente com o centro por meio de organizações regulares está roto atualmente, e ele esta assim desde ha varios siglos; além disso, esta ruptura não se realizou de um só golpe, mas sim, em varias fases sucesivas.

 

A primera destas fases se remonta ao começo do século XIV; o que ja temos dito em outro lugar das Ordens de Cavalería pode fazer compreender que um de seus papeis principais era o de assegurar uma comunicação entre Oriente e Occidente, comunicação da que é possivel compreender o verdadeiro alcance se se observa que o centro do que falamos aquí, sempre tem sido descrito, ao menos em o que condiz aos tempos históricos, como situado ao lado do Oriente.

 

Porém, depois da destruição da Ordem do Templo, o Rosacrucianismo, ou a o que se devía dar este nome por continuidade, siguiu assegurando o mesmo laço, ainda que de uma maneira mais disimulada. O Renacimiento e a Reforma marcaron uma nova fase crítica, e por último, segundo o que parece indicar Saint-Ives, a ruptura completa havía coincidido com os tratados de Westfalia, que em 1648 terminaram com a Guerra dos Trinta Anos.

 

Agora, é notable que varios autores tenham afirmado precisamente que, pouco depois da Guerra dos Trinta Anos, os verdadeiros Rosacruces tenham abandonado a Europa para retirarse para a Asia; e recordaremos, a propósito disto, que os Adeptos Rosacruces eram doze, como os membros do círculo mais interno de Agartha, e em conformidade com a constitução comum a tantos centros espirituais formados à imagem deste centro supremo.

 

A partir desta última época, o depósito do conhecimento iniciático efectivo não está guardado por nenhuma organização ocidental; tambem, Swedenborg declara que é de agora em diante entre os sabios do Tíbet e de Tartaria donde ha que buscar a palavra perdida; e por sua parte, Anna Caterina Emerich tem a visão de um lugar misterioso que chama a «Montaña dos Profetas», e que a sitúa nas mesmas regiões.

 

Acrescentamos que foi de informações fragmentarias de onde pode Mme. Blavatsky recolher noticias sobre este tema, sem comprender, por outro lado, verdaderamente o significado, de onde naceu nela a idea da Gran Logia Blanca, que nós podíamos chamar não ja uma imagen, senão simplemente uma caricatura ou uma parodia imaginaria de Agartha.

 

¡Paz Profunda!

 

Agradecida pela história milenar que eu desconhecia,e agradeço também por todas as oportunidades.Abraços e muita luz.
Depois que li a resposta do Carlos Eduardo posso dizer que a primeira imagem que me veio a mente foi do filme a que se refere,Shangri-la,lembro-me que encantei-me com o que via,e vi os dois filmes.Que bom ter-mos visôes em comum.PAZ E LUZ.
Muito interessante perceber que povos diferentes , em datas diferentes se referem ao mesmo assunto.Obrigada pela pesquisa.

Carlos Eduardo Haguenauer disse:

Agartha

Agartha ou Agarta, por vezes chamada de Agharta, seria um reino situado dentro da Terra, e, neste sentido, a crença em sua existência estaria associada às teorias da Terra Oca e à cidade sagrada de Shambhala.

Shambhala, não necessariamente entendida como um reino subterrâneo, no imaginário do budismo e do hinduísmo, dentre outros, acha-se associada ao axis mundi, ou eixo primordia mitológico de um povo ou cultura, sendo uma das oito cidades sagradas localizadas em quarta dimensão, como entende a tradição ocultista, baseada principalmente em textos do hinduismo, budismo e taoismo.

A partir desse reino mítico, um monarca chamado Melki-Tsedeq, ou Melquisedeque, governaria o mundo. Este misterioso personagem é citado na Bíblia (Gên. 14:18-20 e Heb 6:17-20 e 7:1-3). No Budismo tibetano crê-se que haveria canais de ligação entre Shambhala e o reino budista (no exílio na Índia desde a ocupação chinesa comunista de 1950) dos Dalai Lama.

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relatos de exploradores

A ocultista russa Helena Petrovna Blavatsky, que apresenta ao ocidente farto e rico material filosófico das escolas orientais no final do século XIX, associa Shambhala a um destino escatológico: seria o berço do Messias que apareceria para libertar a Terra antes do fim do Kali Yuga, ou ciclo de destruição de mundos.[1] Tal reino seria mencionado nos Puranas, coleção atribuída ao Vyâsa ("compilador") Krishna Dwaipâya, autor do grande épico hindu Mahabharata, sânsc. Mahābhārata.[2]

Em toda a Ásia Menor, não somente no passado, mas também hoje, acredita-se na existência de uma cidade de mistério, cheia de maravilhas, conhecida como Shambhala, ou Shamb-Allah, ou, entre os povos tibetano e mongol, Erdami. Na China, no panteão do taoismo, é considerada a residência da Mãe Sagrada do Oeste, que o budismo chinês depois associa a Kuan Yin ou Guan Yin, e o japonês a Kannon, divindade da misericórdia, advinda da representação indiana original de Avalokiteshvara, "O que olha para baixo" (em socorro dos seres), Cherenzig no Tibete.

O explorador polonês Ferdinand Ossendovski, no início do séc. XX, refere-se ao reino de Agartha, crença provavelmente inspirada na cidade mitológica de Shambhala, como um reino habitado por milhões de indivíduos, governados por Rigden Jyepo (tib.), soberano ou rei do mundo. No livro Bestas, Homens e Deuses, Ossendovski, que ouviu várias histórias ao viajar pela Ásia Central, faz referências a Agartha, mostrando que o povo oriental crê em tal fato, especialmente os tibetanos, mongóis e chineses. Toda a natureza se calaria para louvar o rei do mundo em suas manifestações no plano físico.

No final do século XIX, o marquês Saint-Yves D'Alveydre viajou pela Índia e arredores e ouviu relatos semelhantes, que registrou na obra Missão da Índia.

[editar] terra celestial e paraíso terrestre, mundo oculto e manifesto

Entre as raças da humanidade, desde o alvorecer dos tempos, existe a tradição de uma terra sagrada ou paraíso terrestre, onde os mais elevados ideais da humanidade são realidades vivas. Este conceito é encontrado nos escritos mais antigos e nas tradições dos povos da Europa, Ásia Menor, China, Índia, Egito e Américas. Esta terra sagrada poderia ser conhecida por pessoas merecedoras, puras e inocentes, razão pela qual constitui o tema central dos sonhos da infância.

O caminho para essa terra abençoada, este mundo invisível, domínio esotérico e oculto, constitui a motivação principal e a chave-mestra de ensinamentos misteriosos e sistemas de iniciação. Essa chave mágica é o Abre-te, Sésamo! que destranca as portas de um mundo novo e maravilhoso. Os antigos Rosacruzes a designavam pela palavra vitriol, combinação das primeiras letras da frase vista interiora terrae retificando invenes omnia lapidem, para indicar que "no interior da Terra está oculto o verdadeiro mistério". O caminho que conduz a este mundo oculto seria o da iniciação.[3]

Na Grécia antiga, nos Mistérios de Elêusis e pelo Oráculo de Delfos, esta terra celestial era chamada de Monte Olimpo e de Campos Elísios. Também nos tempos védicos primitivos era chamada por vários nomes, tais como Ratnasanu (pico da pedra preciosa), Hermadri (montanha de ouro) e Monte Meru, lar dos deuses no Hinduísmo.

A compilação dos Eddas, textos islandeses referentes à mitologia nórdica, também menciona esta cidade celestial, que ficava na terra de Asar, dos povos da Mesopotâmia, terra de Amenti do Livro Sagrado dos Mortos, dos antigos egípcios, a cidade das Sete Pétalas de Vixnu e a Cidade dos Sete Reis de Edom, ou Éden da tradição do judaismo. Em outras palavras, o paraíso terrestre.

Os persas denominam-na Alberdi ou Aryana, terra dos seus ancestrais. Os hebreus chamam-na Canaã e os mexicanos Tula ou Tolan, enquanto os astecas chamavam-na de Maya-Pan. Os conquistadores espanhóis que vieram para a América acreditavam na existência de tal cidade e organizaram muitas expedições para procurá-la, chamando-a de El Dorado, Eldorado, ou "Cidade do Ouro". Provavelmente souberam a seu respeito pelos aborígenes que a a ela se referiam como Manoa ou "Cidade Cujo Rei se Veste com Roupas de Ouro".

Para os celtas, esta terra sagrada era conhecida como "Terra dos Mistérios", Duat ou Dananda. Uma tradição chinesa fala de uma Terra de Chivin ou Cidade das Doze Serpentes.

Na Idade Média estava associada à Ilha de Avalon e à saga dos Cavaleiros da Távola Redonda, que, sob a liderança do Rei Arthur e a orientação do mago Merlin, empreendiam a busca do Graal ou Cálice Sagrado, símbolo da obediência, da justiça e da imortalidade, e que teria sido usado na última ceia de Jesus com os apóstolos e, após a crucifixão, contido o sangue do "golpe de misericórdia" dado pelo soldado Longino e guardado pelo devoto José de Arimatéia.

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  1. Blavatsky, Helena P. Glossário Teosófico. São Paulo, Ground, s/d, p.598
  2. Idem Op. Cit., pp.529/530; 750/751
  3. Tomas, Andrew. Shambhala. A misteriosa civilização tibetana. Lisboa, Bertrand, 1979, pp.19-29

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[editar] Bibliografia

  • Blavatski, Helena Petrovna. Glossário Teosófico. São Paulo, Ground, s/d.
  • BLOFELD, John. A Deusa da Compaixão e do Amor. São Paulo: Edições Ibrasa, 1994.
  • Ossendowski, Ferdinand. Bestas, homens e deuses. SP, Hemus, s/d.Bêtes Hommes et Dieux-beasts, Men and Dogs. Paris, Plon-Nourrit, 1924.

_________________________ Homme et Le Mystere En Asie. Idem, 1925.

  • Saint-Yves D'Alveydre. Missão da Índia na Europa. SP, Madras, 2005.
  • Tomas, Andrew. Shambhala. A misteriosa civilização tibetana. Lisboa, Bertrand, 1979.

[editar] Ligações externas

Acesso 10/10/2008.

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