ॐCorpo - O Templo Divinoॐ

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O Corpo Templo precioso

Escola Divina

Jóia rara de transcendência

Está aqui ‘’juntinho’’ conosco

Ensinando a Inteireza do Ser

Site: http://www.centroflordejasmim.com
Local: Rio Grande do Sul
Membros: 355
Última atividade: 16 Maio


   

 

''O corpo é a expressão do ser enquanto totalidade, aprenda a decifrá-lo, conhecer mais sobre você e liberar seus potenciais".


"Que o seu corpo seja abençoado.

Que você perceba

que o seu corpo

é um belo e fiel amigo da sua alma.


E que você esteja cheio de paz e alegria

e que possa reconhecer

que os seus sentidos são portas de entrada sagradas.

Que você reconheça

que o sagrado é consciente,

que ele te espreita, sente, escuta e toca.

Que os seus sentidos se juntem à você e lhe tragam à casa.

Que os seus sentidos

sempre lhe permitam celebrar o universo e o mistério

e as possibilidades da sua presença aqui.

Que o Eros da Terra lhe abençoe".
Anam Cara

 

 

A dessacralização criada pelo estilo moderno de vida esconde do ser humano um dos seus mais preciosos meios de transcendência. Em Corpo, Território do Sagrado, Evaristo E. de Miranda nos leva a uma viagem de autodescoberta que bem pode representar um caminho de retorno à nossa integridade.
Por Romeo Graciano

Da janela do carro, minha filha,
que tem seis anos, viu o outdoor exibindo uma loira nua e perguntou: “Por que ela está pelada, pai?” Sem alongar a história, respondi que ela gosta de mostrar a beleza do seu corpo, e que muita gente faz isso para ser elogiada, para chamar a atenção. Ao mesmo tempo, comecei a pensar no lado cruel da nossa cultura, que domestica as pessoas já na tenra idade. Minha filha dava risadinhas enquanto se divertia repetindo a palavra “pelada”.

Continuei meu caminho tentando refletir sobre as influências desses momentos em uma criança que mais tarde será mulher. Como educá-la para ter uma relação sadia e sem preconceitos com seu corpo quando estamos mergulhados em exemplos nada edificantes?

A onipresença do corpo em nossas vidas dá o que falar em todos os campos de atividade. Porque ele é tratado principalmente como uma extensão do ego, e assim sofre com as distorções dos desejos e ilusões da personalidade, submetendo-se às regras da moda e sendo modelado ao gosto da conveniência pessoal, pois a cirurgia plástica não mais é um privilégio de poucos.

Coisificado e perfurado por metais (os piercings), desajustado por posturas incorretas no seu convívio mecânico com máquinas e tecnologias, o corpo humano foi quase totalmente esvaziado do seu sentido de transcendência. Tudo muito normal em uma realidade que exalta a aparência e suas impressões de curta duração. “Assim é se lhe parece”, confirmaria Piran- dello.

Alex Soletto

Mais do que simples suportes, os pés representam a força da alma.
As tradições religiosas apresentam o corpo como um templo de Deus e, portanto, uma ponte para a divindade. Na visão judaico-cristã, ele foi criado à imagem e semelhança de Deus, sendo que os sentidos servem justamente para nos despertar para outras realidades, fora dos limites do corpo material.

Com o objetivo de fornecer conhecimentos a todos que desejam viver o corpo na sua merecida profundidade, Evaristo Eduardo de Miranda lançou, recentemente, o livro Corpo – Território do Sagrado (Edições Loyola). O autor é mestre e doutor em ecologia pela Universidade de Montpellier, além de destacável conhecedor da teologia espiritual. Nessa obra, ele parte dos fundamentos que unem judeus e cristãos e da sabedoria da cabala – “um caminho e um instrumento do conhecimento judaico das realidades infinitas” – para desvendar o vasto simbolismo das regiões do corpo que compõem uma geografia do sagrado, uma via de acesso à reintegração do humano no divino.
O percurso desse caminho iniciático é realizado em analogia com a Árvore das Sefirot (as dez emanações do Criador) ou das vidas, e segue o sentido ascendente próprio da energia de expansão que responde pela verticalização humana.

Esta jornada exploratória começa pelos pés, o nosso primeiro estágio no domínio do ter. Hoje em dia, está bastante difundida a massagem nas plantas dos pés (reflexologia) como forma de beneficiar a totalidade do corpo, o que reafirma o significado dos pés enquanto rudimento do ser, sua causa e semente. Eles representam não só o suporte da postura ereta, como também a força da alma, e podem designar a pessoa ou o seu caráter.

Referindo-se à cerimônia do lava-pés, Evaristo de Miranda observa que, por seu intermédio, “lava-se o passado e inaugura-se a presença no seio de um novo acolhimento”.

Os pés só encontram razão de ser quando associados às pernas, responsáveis pelo nosso incansável caminhar sobre a terra. Andando sobre suas próprias pernas, o ser reconhece sua necessidade de obter crescimento interior, de exercer sua marcha com autonomia e autodomínio. (“Não imites o cavalo ou a mula estúpidos, cujo impulso se domina com freio e cabresto; e nada te acontecerá” Salm 32,9.)

Saber caminhar com as próprias pernas é outra maneira de se iniciar em si mesmo, uma vez que, até conquistarmos a nossa verdadeira integridade, todos nós somos mancos por força das circunstâncias.
Portanto, pelas pernas pode-se viver uma experiência de conversão.

Mas não descuide do fato de que o mapa não é a estrada nem confie em roteiros preestabelecidos.

Aprenda com o ensinamento do poeta espanhol Antonio Machado, que afirmou: “Caminante no hay camino, se hace camino al andar.”

Segundo Evaristo de Miranda, sob o ponto de vista espiritual,

“os pés representam o ainda-não-realizado e os joelhos o realizado”.

E, não por acaso, “joelho e bênção, em hebraico, são a mesma palavra”.

Os joelhos equivalem, em diversas tradições culturais e na simbologia bíblica, à sede principal da força do corpo. Indicam a autoridade do homem e o seu poder social, e deles se originam diversas expressões relacionadas à temática da força e do poder: dobrar os joelhos, em sinal de humildade, e ajoelhar-se diante de alguém são alguns exemplos.


Ao colocar-se na “presença de Deus”, o homem que ora irá ajoelhar-se, estreitando os vínculos entre joelhos e oração.

“Os joelhos nos falam do engendramento interior, da procriação realizada e nos recordam a criança benigna em cada ser humano”, esclarece o autor.



Na interpretação cabalística, os pés equivalem ao feto no ventre da mãe, os joelhos correspondem à criança no nascimento e as coxas estão relacionadas à adolescência e aos processos de iniciação do amadurecimento.

Consciente de que o ser humano encarna os seus arquétipos, vale dizer que no mito do centauro Quíron, o Curador Ferido, ele é atingido na coxa por uma flecha envenenada, que lhe causa uma ferida incurável e um sofrimento pelo resto da vida.

E também foi no interior da coxa de Júpiter (Zeus) que Dioniso, deus da embriaguez e da fertilidade, realizou uma segunda gestação.

Prosseguindo neste movimento ascendente, subindo pela coxa vamos adentrar o segundo estágio do corpo humano, que o autor denomina “A Porta dos Homens”.

É o plexo urogenital, onde se localizam “as primeiras aberturas e comunicações físicas permanentes entre o interior e o exterior do humano, entre o ter e o ser”.

Aqui se encontram os órgãos sexuais e reprodutores masculinos e femininos. O sexo masculino contém o princípio ternário, e o feminino, o quartenário (quatro lábios da vagina); da soma de ambos resulta o número 7, símbolo da perfeição e da totalidade.

Evaristo de Miranda explica a prática da circuncisão como uma marca da aliança de Deus com os homens, realizada no pênis por ser este o lugar da sua união íntima com a mulher.

A circuncisão ainda serve para retirar o “anel feminino” do homem, conferindo-lhe inteireza em sua condição masculina.

Nesse segundo estágio do corpo, os rins representam os pés e simbolizam a sede da energia que animará o homem nos seus relacionamentos externos e internos, consigo e com o universo.

Na visão bíblica, os rins, que executam a função essencial de filtrar o sangue, correspondem à força e, em contrapartida, ao pânico e ao medo.

Enquanto os rins purificam o sangue pela água, o coração cumpre a mesma função pelo ar.

Os rins assinalam o princípio da ascensão da energia e consciência, do irrealizado para o realizado, do visível para o invisível, já que regem “a passagem da água ao sangue, transmutado em espírito, e a passagem do sal ao fogo, transmutado em luz”.

Entre o esôfago e o duodeno situa-se o estômago, onde ocorre parte da digestão. Embora a maioria desconheça, a nutrição promove a integração da totalidade das energias divinas e tem natureza espiritual.
Os rins formam uma matriz de água e o estômago é a matriz de terra, que no corpo se associa à carne. Mas a carne como essência divina, fundamentada na interioridade do espírito, de acordo com o significado da eucaristia, na qual a carne e o sangue de Cristo constituem o alimento transcendental. “Na tradição judaico-cristã, a carne não pode ser identificada com o corpo, nem com a matéria. Ela é o complexo psicofísico do homem em sua existência concreta e total. A carne é o fundamento último e a expressão da pessoa, carregada e expressa no corpo”, justifica o autor.

Associado à idéia da índole e do caráter das pessoas, o fígado é o órgão da honra, do pesar, da glória e da luz. De acordo com o autor, o jejum visa o fígado, sendo um recurso para aliviar este órgão dos excessos de alimentos físicos e psíquicos que bloqueiam a realização do devoto.

No movimento vertical do ser humano pela Árvore das Vidas, Eduardo de Miranda identifica várias etapas ou passagens por determinadas matrizes que são a uterina, a abdominal, a peitoral e a craniana. Esse percurso simbólico equivale à progressão do sólido para o líquido, do líquido para o gasoso e o energético, em uma associação com os quatro elementos primordiais – terra, água, ar e fogo.

O abdômen é visto como um sinal da nossa exterioridade e se mantém separado da matriz peitoral pelo músculo do diafragma. É nessa matriz que se localiza o território de emergência da consciência pessoal, cujos principais órgãos são o coração e o pulmão, responsáveis pelo nosso sistema cardiorrespiratório.

A matriz peitoral, mais interiorizada, é o território do coração, da força de vontade, do desejo, do sopro e da palavra criadora. Porém, o peito e o ventre compartilham suas respirações, sendo o primeiro de ordem superior e o segundo de ordem inferior.

E aqui chegamos ao órgão-símbolo predileto dos amantes, o coração.
De acordo com Eduardo de Miranda, nosso guia nesta estimulante viagem, a tradição judaico-cristã distingue dois corações: o coração-órgão (o Filho) e o coração centro (o Pai). O termo é citado mais de 800 vezes na Bíblia, entretanto, apenas uma dezena de vezes ele aparece fazendo referência ao órgão. Na maior parte das vezes, a palavra coração serve de metáfora.

Junto aos pulmões, o coração é o “mestre do sopro e da vida”. Mesmo porque na respiração está a “presença do sopro divino” no ser humano, energia essa que o sangue e o coração distribuem por todo o corpo.

“O coração do tolo é como um vaso quebrado, não pode reter nada do que aprende” (Sr 14). Assim, o coração também é interpretado como um vaso, o que faz analogia com o santo cálice (graal) que recolheu o sangue de Jesus. A expressão “amar a Deus de todo o coração” foi interpretada com sabedoria por Babua ben Asher (final do século 18), para quem o coração, por ser o primeiro órgão a formar-se no embrião e o último a morrer, confere à frase o sentido “do primeiro até o último suspiro”.

Na tradição judaico-cristã, no sufismo ou no taoísmo, o coração é encarado como “o trono de Deus no centro do homem”. Ver com os olhos do coração, por exemplo, é outra maneira de dar sentido às coisas, de transformar a visão condicionada e limitada da realidade humana.

Eduardo de Miranda nota que “o coração contrito acompanha o espírito contrito”, o que é um indício de que o coração tende a aparecer mais ligado ao espírito do que à alma.

O coração centro (o Pai) é um consagrado símbolo do verdadeiro amor, iluminado pelo fogo do espírito.
Como dois foles que mantêm viva a divina chama do coração, os pulmões realizam a união entre o sopro e o sangue. (“Privado do sopro, a carne se deteriora” Ecles 12,7.) “No corpo humano, os pulmões são a imagem do Espírito Santo em íntima comunhão com o coração-centro, o Pai, fonte de tudo, e o coração-órgão, o Filho”, interpreta o autor.
Pelo enfoque bíblico dos pulmões, a matriz abdominal e peitoral é um espaço preenchido pelo sopro, do qual está repleto também toda a dimensão situada entre os céus e a Terra, onde o ser humano respira e tem sua existência na matéria. O sopro-espírito não é apenas mais um atributo da pessoa divina, mas a própria manifestação de Deus, que insuflou em nossas narinas o hálito da vida.

A associação entre o sopro e a palavra é outro aspecto a ser ressaltado, pois “devemos falar para respirar e respirar para ver”.
A energia que expande a consciência segue de baixo para cima, reproduzindo o movimento ascensional característico do ser humano, que pisa sobre a terra mas almeja reintegrar-se à realidade celestial, divina. No corpo, nada representa melhor esse processo do que a coluna vertebral, semelhante à escada de Jacó.

Século 13

Menorá : representação dos orifícios da cabeça.

Eduardo de Miranda localizou a palavra coluna
124 vezes no texto bíblico, e informa que a cabala tem simbologia associada a cada número dos três conjuntos de vértebras da nossa coluna, ou seja, sete vértebras cervicais, 12 dorsais e cinco lombares.

As práticas tântricas também enfatizam a ascensão da energia kundalini pelo eixo vertical da coluna, onde estão dispostos os sete chacras básicos, para o despertar da supraconsciência, da iluminação. O objetivo é atingir o topo do crânio, sede da coroa do templo corporal e centro das profundas transformações que conferem à consciência um salto incomparável.

E aqui temos a cabeça, com seus sete orifícios associados aos sentidos. Esses sete orifícios estão representados na menorá, o candelabro judaico de sete braços e um dos principais símbolos do povo hebreu.

“O lugar central ocupado pela boca evoca o poder da palavra, de acordo com a Torá, e o uso correto da boca é um canal central de luz para vivificar o corpo”, adianta o autor.

O cristianismo é uma religião da palavra e portanto atribui grande importância ao ouvir. Mas, enquanto símbolos, os ouvidos estão relacionados à escuta mística, interior, “à abertura da pessoa à inteligência cósmica, à capacidade de situar-se no espaço e no universo”. Conseqüentemente, a orelha representa a obediência, a palavra divina.

Já a boca constitui o órgão da palavra e do sopro. É considerada um símbolo feminino do poder criador, e proporciona a manifestação dos graus mais elevados da consciência. Originalmente, a palavra é sagrada, e todos nós poderíamos produzir maravilhosos benefícios em nossas vidas exercitando, no cotidiano, essa primorosa qualidade.
Os olhos, que também absorvem o alimento energético e sutil do seu ambiente, são interpretados como “um instrumento da unificação de Deus e da pessoa humana, do Princípio e da manifestação”. Segundo a mística judaica e cristã, o homem possui olhos para desenvolver a visão de Deus.

Os olhos são símbolos ígneos de atenção e intenção e correspondem ao coração-centro, ativado no estágio do ser. A palavra olho, em hebraico, é homônimo de fonte, manancial.

Por fim, atingimos a matriz craniana, a última etapa deste nosso percurso. “O crânio representa o matriciamento definitivo do humano, do sagrado ao santo”, escreve Evaristo de Miranda, citando Emmanuel Levinas, em Du Sacré au Saint.

É na “câmara nupcial do crânio” que o ser humano se encontrará com Deus. A partir da perspectiva da tradição judaico-cristã, o autor nos explica que “não se trata de um Deus cósmico ou causa do mundo, nem de um Deus da verdade racional ou teológica”. Ele está se referindo ao Deus da pessoa, descoberto pela sua abertura a realidades mais interiores, mais pessoais, na busca pelo seu próprio coração. De modo que não se trata de um encontro impulsionado por fatores externos.
O pensamento, na matriz craniana, é antes de mais nada a consciência de si, bem como a consciência do universo que se abre diante do ser. E é permanecendo “na abertura infinita do mundo que a consciência de si mesmo descobre sua imensidade, casamento entre o íntimo e o infinito. Essa abertura é o verdadeiro lugar do homem, seu lar, ele que é destinado ao infinito”, analisa o autor.

Sempre digo que uma das maiores estratégias de Deus, ao criar a nossa espécie, foi depositar dentro de cada ser a essência de tudo aquilo que devemos saber para restituir a nossa autêntica natureza. E o corpo, como um impressionante mapa da ação do divino em nós, é a constatação mais palpável dessa promissora possibilidade.

Shalom...

EVARISTO EDUARDO DE MIRANDA
Nossa época explora o mistério da corporeidade, como outras exploraram o da espiritualidade. Este livro visa àqueles que desejam viver seu corpo e não somente cuidar dele. Para penetrar na riqueza da visão bíblica do universo simbólico corporal, são necessárias chaves etimológicas, semânticas, culturais, psicológicas e espirituais. Ninguém possui o monopólio da simbologia corporal. A chave é um símbolo ambíguo: tem o duplo papel de abrir e fechar. Este livro apresenta a simbologia de cada uma das principais partes e órgãos do corpo humano, fundamentada na tradição mística judaica.

De baixo para cima, dos pés para a cabeça, do Reino (Malchút) para a Coroa (Ketér), no sentido do chamado à verticalização, ele inicia o leitor num território que todos conhecem e desconhecem. Na perspectiva judeu-cristã, apesar dos séculos de desvios e absurdos corporais, o bem-estar do Homem, seu estar bem, depende de um ser bem, ser mais. O simbolismo do corpo é um instrumento para compreender seu dinamismo e sua inteireza, caminho extra-ordinário de comunicação com o divino.

A riqueza simbólica e espiritual, vinculada a cada porção do território corporal, não pode ser esgotada, mesmo se um livro inteiro fosse dedicado a cada parte ou órgão. Na geografia do corpo, este livro é uma viagem de exploração; um caminho iniciático. Para o leitor, a descoberta de outras conexões, menos visíveis, desse território misterioso do imaginário e do sagrado, o corpo humano, virá de imediato ou no futuro, como novos frutos desta primícia.
Editora: Loyola

 

 

 

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Comentário de Elizete dos Santos Badilho em 29 maio 2016 às 22:50

Simplesmente fantástico!

Comentário de Marta de Oliveira Silvestre em 30 outubro 2015 às 11:07

Comentário de Marta de Oliveira Silvestre em 30 outubro 2015 às 11:06

Comentário de Marta de Oliveira Silvestre em 30 outubro 2015 às 10:58

Comentário de Marta de Oliveira Silvestre em 31 agosto 2015 às 3:36

Comentário de Marta de Oliveira Silvestre em 31 agosto 2015 às 3:24

Comentário de Marta de Oliveira Silvestre em 24 agosto 2015 às 0:06

Comentário de Marta de Oliveira Silvestre em 13 junho 2015 às 1:43

Comentário de Marta de Oliveira Silvestre em 24 maio 2015 às 0:53

Comentário de Marta de Oliveira Silvestre em 21 março 2015 às 22:47

 

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