Um desses buracos negros supermassivos recém-descoberto parece ter sido afastado de seu lugar natural e está descontroladamente engolindo sua própria galáxia.

De modo geral, os buracos negros comuns se formam quando uma estrela com pelo menos cinco vezes mais massa que o Sol fica sem energia e acaba entrando em colapso – criando um vazio completamente agressivo e destrutivo, do qual nem a luz consegue escapar. Existem também os buracos negros maciços – aqueles que possuem de 100 a 100 mil vezes mais massa que o nosso Sol. Mas estamos falando de um buraco negro supermassivo – que possui centenas de milhões de vezes a massa do Sol, e em alguns casos pode ser comparado até mesmo com 10 bilhões de sóis.

A presença dos buracos negros supermassivos é intrínseca à existência de uma galáxia, mas ninguém sabe com 100% de certeza o motivo pelo qual eles acabam ficando sempre no centro das galáxias. Uma hipótese é que o buraco negro é a primeira coisa a existir, e é justamente ele que forma toda a galáxia ao seu redor.

Independentemente da forma como chegaram lá, os buracos negros supermassivos tendem a ficar colocados no centro de uma galáxia. Mas os físicos têm a hipótese de que em ocasiões muito raras, algo catastrófico pode acabar com a sua paz.

Os cientistas agora encontraram um buraco negro supermassivos que está “solto”, rasgando as bordas da galáxia SDSS J141711.07+522540.8, localizada a cerca de 4,5 bilhões de anos-luz da Terra. Esse objeto, chamado XJ1417+52 já é conhecido pelos especialistas há algum tempo, e sua massa gira em torno de 100 mil vezes a do nosso Sol. No entanto, quando os seres humanos o perceberam pela primeira vez, ele estava quieto em seu centro galáctico.

A equipe que percebeu a questão, liderada pelo físico Dacheng Lin, da Universidade de New Hempshire, sugere que o buraco negro se soltou quando sua galáxia colidiu com uma galáxia vizinha – o que pode acontecer com a Via Láctea em 5 bilhões de anos.

A hipótese com que os especialista trabalham é a de que quando essa colisão aconteceu, o sol dessa galáxia vizinha passou muito perto do buraco negro supermassivos da outra, desalojando-o, e destroçando tal sol.

Ao Gizmodo, George Dvorsky explicou que os escombros gasosos produzidos por este encontro geraram uma tremenda quantidade de Raios-X, que já foram apanhados pelo Observatório de Raios-X Chandra, da NASA, e pelo Observatório XMM-Newton, da ESA.

A descoberta foi publicada no Astrophysical Journal, dos Estados Unidos.

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