Estrela está atirando bolhas de plasma com o dobro do tamanho de Marte

Os cientistas descobriram uma estrela há 1200 anos-luz da Terra que parece estar atirando bolas de plasma com duas vezes o tamanho de Marte no espaço.

A descoberta foi feita utilizando o telescópio espacial Hubble, da NASA, e publicada no The Astrophysical Journal, em pesquisa liderada por Raghvendra Sahai, do JPL da NASA, em Pasadena, Califórnia.

A estrela em questão é a V Hydrae, uma gigante vermelha. Observando a estrela entre 2002 e 2004, e de 2011 a 2013, os pesquisadores usaram espectroscopia encontrar gotas super quentes, com mais de 9400 º C sendo disparadas para o espaço, tendo como origem a estrela. Essa temperatura é o dobro da temperatura da superfície do Sol.

Mas a própria gigante vermelha não poderia ser a vonte das bolas. Gigantes vermelhas são estrelas em suas últimas fases, com combustível nuclear limitado, tendo expandido em tamanho.

Representação artística do processo de lançamento das bolas de plasma.

Representação artística do processo de lançamento das bolas de plasma.

Os pesquisadores sugerem que há uma outra estrela menor em órbita desta, e essa órbita é altamente elíptica. Esta estrela oscila através das camadas exteriores da gigante vermelha, onde pega o material. Como esse material se acumula, ao chegar em um ponto de inflexão, ele eventualmente é disparado para o espaço. Isso tem acontecido durante os últimos 400 anos ou mais.

O processo se repete a cada 8,5 anos, tempo em que a estrela menor leva para orbitar a gigante vermelha. O processo é tão intenso que as bolas estão viajando a cerca de meio milhão de milhas por hora – isso significa que faria uma viagem da Terra à Lua em apenas 30 minutos. As bolhas mais distantes que puderam ser vistas estão há uma distância de 60 bilhões de quilômetros da V Hydrae.

“Sabíamos que esse objeto tinha uma saída de alta velocidade a partir de dados anteriores, mas esta é a primeira vez que vemos esse processo em ação”, afirmou Sahai.

Talvez o mais interessante de tudo  neste processo seja a possibilidade de explicar o fenômeno das nebulosas planetárias. Quando as estrelas morrem, elas podem ser cercadas por uma nebulosa em apenas 200 a 1000 anos, que é uma quantidade de tempo muito pequena na escala cósmica.

“Nós sugerimos que essas bolhas gasosas produzidas durante uma fase tardia da vida de uma estrela ajuda a criar as estruturas vistas em nebulosas planetárias”, revelou Sahai.

 

[IFLScience]

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interessantes as descobertas. Obrigada.

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