"Essa é a alegria do amor:

A exploração da consciência.

 Se você relaciona-se,

e não reduz isso a um relacionamento,
então o outro tornar-se-á um espelho para você.
 
Descobrindo o outro,
você estará descobrindo a si mesmo também.
Aprofundando-se no outro,
conhecendo seus sentimentos,
seus pensamentos,
seus mais profundos movimentos,
você estará conhecendo
suas mais profundas agitações também.
Amantes tornam-se espelhos um para o outro,
e assim o amor torna-se uma meditação.
Relacionamento é feio,
relacionar-se é belo.
No relacionamento,
ambos ficam cegos um para o outro.
Basta pensar;
quanto tempo faz
que você olhou para sua esposa olhos nos olhos?
Há quanto tempo você não olha para seu marido?
Talvez anos.
Quem olha para a própria esposa?
Você já tem como certo que a conhece.
Que há mais lá para olhar?
Você está mais interessado nos estranhos
do que nas pessoas que você conhece -
você já conhece toda a topografia do corpo dela,
você sabe como ele responde,
você sabe que tudo que aconteceu
irá repetir-se novamente e novamente.
É um ciclo repetitivo.
Isso não é realmente assim.
Nada nunca se repete;
tudo é novo a cada dia.
Somente seus olhos envelhecem,
sua presunção envelhece,
seu espelho acumula poeira
e você se torna incapaz de refletir o outro.
Desse modo eu digo, relacionem-se.
Ao dizer relacionem-se eu quero dizer
permaneçam continuamente numa lua de mel.
Prossigam procurando,
buscando um ao outro,
encontrando novas maneiras de amar um ao outro, 
encontrando novas maneiras de estar um com o outro.

E cada pessoa é um mistério tão infinito,
inexaurível, insondável,
que jamais será possível que você possa dizer:
'eu a conheci', ou, 'eu o conheci'.
No máximo você pode dizer:
'eu tentei o melhor que pude,
mas o mistério permanece um mistério'.
Na verdade,
quanto mais você conhece,
mais o outro se torna misterioso.
Desse modo,
o amor é uma aventura constante."
- OSHO -

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Respostas a este tópico

 

Que bom que postou sobre esse assunto Maria Elisete. Realmente uma vertente que, na minha opinião, é de maior interesse para todos nós. a partir disso, talvez possamos compreender que interiormente somos mais profundos do que podemos imaginar, e, portanto, bastante complexos - seres quase desconhecíveis para nós e outros. Por isso a busca do autoconhecimento se torna tão fundamental.

Veja, grande parte das pessoas tende a rotular e entender o Homem como dotado de apenas "um único um ingrediente". Assim, na convivência, é comum encontrar rótulos, tais como: "ele é egoísta"; "ela é invejosa"; "nossa, como Fulana é generosa". Isso acontece porque tendemos a estabelecer uma lógica própria para subscrever/ conhecer pessoas. Ora, se observo claramente que fulana é simpática, engraçada e até altamente sociável, como ela poderia ser maldosa mesquinha e ter fortes crises de mau humor? Esse tipo de generalização só nos arrasta para equívocos e dificuldades nas interação. Dessa forma, não é a toa que, em se tratando de relacionamentos, uma das maiores vivências é a decepção ou frustração. Observe que é muito comum correlacionar beleza física com todos os atributos positivos possíveis e imagináveis dentro de uma pessoa.  Digo e afirmo que isso é muito pouco para designar pessoas que são naturalmente vastas. Quero dizer que nós, mortais, temos tantas características positivas, quanto negativas - Todos Nós! -  nosso Mundo interior é tão vasto e diverso quanto o Universo. Dessa maneira, não é a toa que os relacionamentos acabam se configurando em vivências tão frágeis. O que presenciamos na maior parte das convivências são: "fulano é uma pessoa boa" ou" cicrana é muito dissimulada" e até "hummm, ela adora aparecer e competir", e assim por diante. De repente, não digo que os rotulantes estejam errados, mas sua maior falha reside no fato de só traços negativos ou só positivos, como se isso pudesse responder a própria natureza humana.

A hora que compreendermos que somos muito mais do que esses rótulos passaremos a dar muito mais chances ao próximo. E assim, estaremos desenvolvendo qualidades internas como a paciência, a união, o amor e a compaixão que serão mais facilmente desbrochados em nosso interior. Precisamos estar acima e além das limitações alheias, compreendendo de fato a vastidão humana. Afinal, todos queremos ser aprovados, amados e bem tratados. Acreditem nisso! 

Ingenuidade achar que na convivência não vamos nos deparar com imperfeições - limitações do ser!. A Diversidade Humana nos mostra a todo instante que temos em nosso interior elementos que se complementam e ingredientes que se destoam, podendo ser conflitantes. A realidade é que pessoas boas, generosas e muito solidárias (elementos complementares em sua característica própria) podem ser dotadas de atributos, tais como a ira, inveja e até traços de rigidez impiedosa. Pense em você e liste os elementos conflitantes e complementares de sua personalidade.  

Abraços fraternos,

Angela Paes!

Deu uma aula maravilhosa. obrigada.

Angela Paes de Moraes disse:

 

Que bom que postou sobre esse assunto Maria Elisete. Realmente uma vertente que, na minha opinião, é de maior interesse para todos nós. a partir disso, talvez possamos compreender que interiormente somos mais profundos do que podemos imaginar, e, portanto, bastante complexos - seres quase desconhecíveis para nós e outros. Por isso a busca do autoconhecimento se torna tão fundamental.

Veja, grande parte das pessoas tende a rotular e entender o Homem como dotado de apenas "um único um ingrediente". Assim, na convivência, é comum encontrar rótulos, tais como: "ele é egoísta"; "ela é invejosa"; "nossa, como Fulana é generosa". Isso acontece porque tendemos a estabelecer uma lógica própria para subscrever/ conhecer pessoas. Ora, se observo claramente que fulana é simpática, engraçada e até altamente sociável, como ela poderia ser maldosa mesquinha e ter fortes crises de mau humor? Esse tipo de generalização só nos arrasta para equívocos e dificuldades nas interação. Dessa forma, não é a toa que, em se tratando de relacionamentos, uma das maiores vivências é a decepção ou frustração. Observe que é muito comum correlacionar beleza física com todos os atributos positivos possíveis e imagináveis dentro de uma pessoa.  Digo e afirmo que isso é muito pouco para designar pessoas que são naturalmente vastas. Quero dizer que nós, mortais, temos tantas características positivas, quanto negativas - Todos Nós! -  nosso Mundo interior é tão vasto e diverso quanto o Universo. Dessa maneira, não é a toa que os relacionamentos acabam se configurando em vivências tão frágeis. O que presenciamos na maior parte das convivências são: "fulano é uma pessoa boa" ou" cicrana é muito dissimulada" e até "hummm, ela adora aparecer e competir", e assim por diante. De repente, não digo que os rotulantes estejam errados, mas sua maior falha reside no fato de só traços negativos ou só positivos, como se isso pudesse responder a própria natureza humana.

A hora que compreendermos que somos muito mais do que esses rótulos passaremos a dar muito mais chances ao próximo. E assim, estaremos desenvolvendo qualidades internas como a paciência, a união, o amor e a compaixão que serão mais facilmente desbrochados em nosso interior. Precisamos estar acima e além das limitações alheias, compreendendo de fato a vastidão humana. Afinal, todos queremos ser aprovados, amados e bem tratados. Acreditem nisso! 

Ingenuidade achar que na convivência não vamos nos deparar com imperfeições - limitações do ser!. A Diversidade Humana nos mostra a todo instante que temos em nosso interior elementos que se complementam e ingredientes que se destoam, podendo ser conflitantes. A realidade é que pessoas boas, generosas e muito solidárias (elementos complementares em sua característica própria) podem ser dotadas de atributos, tais como a ira, inveja e até traços de rigidez impiedosa. Pense em você e liste os elementos conflitantes e complementares de sua personalidade.  

Abraços fraternos,

Angela Paes!

Muito Obrigado Maria Elisete!

Gratidão infinita!

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