Parábola de Arcanjo Ariel


“Vocês conhecem a Parábola de Arcanjo Ariel?” pergunta Mestre Kim para seus aprendizes.

Com a cabeça todos acenam que não enquanto seus olhos brilham demonstrando sua curiosidade, todos ficam em silêncio para ouvir a história.


Mestre Kim inicia a Parábola.


“Imaginem um pequeno aquário”,  diz ele. “Feito de vidro espelhado por dentro, dentro de outro aquário maior. Os peixes que estão no aquário maior podem ver o que acontece dentro do aquário menor, mas os peixes que estão no aquário menor não podem ver além dele. O aquário menor é a única realidade desses seres. Imaginem que o aquário maior contém água salgada e anêmonas, caranguejos e todas as espécies de peixes extraordinários. O aquário menor contém água doce e peixinhos dourados. O vidro do aquário menor está ficando cada vez mais fino. Pequenas quantidades de água salgada estão se infiltrando por suas paredes e os peixinhos dourados são forçados a desenvolver-se muito rapidamente para poder adaptar-se a essa mudança ambiental. À medida que as paredes se tornam mais finas, os peixinhos dourados começam a perceber vagamente os seres do aquário maior. Alguns peixinhos dourados encaram os outros peixes como inimigos e procuram a todo o custo defender seu aquário de uma invasão iminente. Eles vêem nas anêmonas o mal e acusam os outros peixinhos dourados de serem influenciados pelas anêmonas. Esses peixinhos dourados escondem o medo que sentem, criando um clima de terror à sua volta. Alguns peixinhos dourados concluem que os peixes do aquário maior estiveram controlando o aquário deles o tempo todo. Eles consideram a si mesmos, e a todos os outros peixinhos dourados, pobres vítimas. Supõem que as criaturas que vivem do outro lado da parede de vidro os mantiveram no aquário menor com o propósito único de algum dia devorá-los. À medida que as paredes do aquário menor se desfazem, eles se sentem cada vez mais aterrorizados. Alguns dos peixinhos dourados vêem os peixes do outro lado das paredes de vidro como seres sagrados, superiores e todo poderoso.  Esses peixinhos abrem mão do seu poder interior e, confusos, oscilam entre o sentimento de terem sido especialmente eleitos e o sentimento de completa inutilidade. Procuram interpretar as mensagens ocultas de seus mestres e fundamentam suas ações e crenças nessas mensagens. Nadam de um lado para outro no pequeno aquário, criando com isso muita agitação sem nenhum efeito duradouro.


Outros peixinhos dourados vêem os seres do aquário maior como irmãos e ficam maravilhados diante das variações milagrosas usadas pelo Grande Peixe para se expressar.  Esses peixinhos dourados sabem que a evolução de sua espécie, a dissolução do aquário e até mesmo as reações de medo, o desespero e o sentimento de inutilidade dos outros peixinhos dourados fazem parte das barbatanas doGrande Peixe. Eles seguem o Espírito do Grande Peixe em cada brânquia e em cada barbatana e entram em êxtase enquanto se preparam para nadar em águas mais profundas. O que está Parábola nos ensina?”  pergunta o Mestre para seus pupilos, um garoto de pele laranja levanta a mão. Mestre Kim o autoriza a falar.


“A Parábola nos diz que não devemos temer O Novo e o Desconhecido”,  responde ele.


“Todos estão interpretando o seu papel no Grande Jogo da Vida e nem sempre as pessoas são ruins, mesmo quando fazem coisas ruins”.


“Excelente resposta Arthur”,  exalta o Mestre, muito feliz pela brilhante explicação de seu aluno.


“Existe vida após a morte?”  pergunta Luke para o Mestre Kim.


“A morte é uma grande ilusão!”  responde o Mestre, incrédulo pela tal pergunda. “A humanidade trabalha erroneamente o termo relacionado à palavra morte o correto deveria ser mudança. Quando estamos vivos experimentamos o mundo através de um receptáculo que é o seu corpo. O seu corpo é eterno mais para a conquista da vida eterna você deve cuidar do seu corpo o que nossa sociedade atual não faz. Quando morremos vamos para o planeta Pandora que esta em um plano acima do nosso”.


“Mestre”, diz Luke. “Por favor… de que maneira podemos acessar o mundo superior ainda estando presente neste plano?”


“Logo saberá Luke” responde o mestre com um olhar de satisfação.


Segundo dia de treinamento.

 

“Luke, hoje você irá conhecer o paradoxo do oposto”, diz o mestre. “Tudo esta ao contrario, absolutamente tudo. O que você deseja você não consegue tudo aquilo que não quer você obtém”.


“Como pode ser isto mestre?”  indaga Luke, abismado com tal afirmação.


“Quando desejamos algo criamos o desejo de obter tal coisa e também a expectativa de sua realização”, diz ele. “Contudo o que você realmente criou foi o desejo em conseguir tal coisa, mas o que realmente conseguiu foi o desejo de se obter tal coisa, consegue entender Luke?”


“Não mestre, por favor, explique melhor”.


“O universo nos oferta com aquilo que realmente precisamos não com o que queremos, e quem realmente sabe o que quer.  Quando temos o desejo de obter alguma coisa, criamos este desejo e então o universo mantém você com o sentimento de querer aquela coisa. Você não criou a coisa mais o desejo, e pior, você criou a expectativa em obtê-lo. Como você criou apenas o desejo e não a coisa e criou também a expectativa você não consegue aquilo que quer e então você se torna infeliz”, responde ele. “Mas o paradoxo oposto pode criar exatamente aquilo que você não quer porque a mente não interpreta a negativa ela age apenas com a afirmação mesmo que seja algo negativo. Então se desejar não se atrasar para o treinamento, sua mente ira tornar possível o atraso uma vez que você não desejou mais apenas quis e assim o universo o fez. Podemos ter tudo que realmente queremos Luke, mas apenas utilizado o paradoxo oposto em uma negativa. O ser humano não evolui a ponto de afirmar alguma coisa com precisão, mas em negá-lo somos todos mestres. Esta lição o tornará construtor de sua realidade e você estará entre os criadores do universo a utilize com cautela e sabedoria. Deixe as suas emoções guiá-lo, pois as emoções refletem o pensamento da alma e o espírito sabe tudo e sabe o que ainda deve ser feito”.


“Então quando eu não quero alguma coisa tenho total consciência daquilo e por isso a consigo, ao contrario quando eu quero uma coisa mais meu inconsciente não a deseja realmente não a obtenho, pois devo atender a vontade de meu espírito, é isto mestre?”


“Exatamente, Luke você tem um coração, puro saberá o que fazer e como fazer na hora certa”.

 

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Livro: Luke Kaitos e os Cristais de Oz

Autor: JJ SOBRINHO 

 Nasceu em Umuarama Paraná. Ele atualmente trabalha como Consultor de Empresas na área de Informação Technology. Eu adoro ler e escrever sobre física quântica e universos paralelos. Eu escrevo artigos para jornais e revistas. 


Ele se formou em Administração de Empresas e possui MBA em Ciência da Computação. Ele trabalhou como Executivo MyOffer Brasil Ltda Diretor Consultor e Gerente de Tecnologia da Informação no ISULPAR-Costeira Instituto Paraná Curitiba PR 


Ele atualmente trabalha como Diretor Geral da EAD ISULPAR - Grupo de Ensino ISULPAR, bem como COO atuação do consultor de Tecnologia da Informação. 


Educação: 
Faculdade Dr. Leocádio José Correia Bachelor of Business Administration 
da Universidade Tuiuti do Paraná Bacharelado em Ciência da Computação


Exibições: 261

Respostas a este tópico

LINDO!!!!!!!!!!

MUITO OBRIGADO!!!!!

     SAT NAM.

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