ANEURISMA

Negar sua fragilidade e limitação, abraçando as causas externas. Assumir responsabilidades para se manter no poder e controle da situação.

 

O aneurisma é uma dilatação anormal de um vaso, que pode ocorrer em qualquer parte do corpo. E mais comum na artéria aorta. A formação de grandes massas abdominais comprime os órgãos ou os vasos ao redor, provocando intensas dores. Quando surge na região do cérebro expõe a pessoa a risco de vida.

Repercute de forma desastrosa no organismo, podendo gerar rupturas dos vasos, com extensas hemorragias. Possui inúmeras causas orgânicas; dentre elas, destacam-se arteriosclerose e sífilis.

A condição interna das pessoas afetadas pelo aneurisma é de fragilidade interior e insegurança.

Não deixam transparecer a ninguém suas limitações, nem tampouco admitem a si mesmas esse estado. Fogem a essa realidade interior, assumindo uma série de compromissos e sendo prestativos a todos que estão a sua volta.

Desenvolvem a necessidade de controle sobre as situações oriundas do ambiente da casa ou do trabalho. Querem monopolizar as atividades, empenhando-se de forma exímia na execução das tarefas. Desse modo, conseguem se ver como alguém com grande poder realizador, disfarçando, assim, seus sentimentos de limitações internas.

São pessoas racionais, ativas e altamente controladoras.

Aparentam uma solidez inabalável. Têm uma atuação admirável no meio em que vivem. São prestativas e eficientes.

Sua solicitude chega ao ponto de incomodar as pessoas que as rodeiam. Têm mania de se envolver em tudo o que está a sua volta, privando os outros da oportunidade de desenvolver suas próprias habilidades.

Quem conhece uma pessoa que sofre de aneurisma deve achar incoerente essa causa metafísica. De fato, ela disfarça muito bem esse estado interior; tão bem que convenceu a você, e consegue inclusive convencer a si mesma.

Em virtude dos excelentes resultados obtidos na realização das tarefas, a pessoa afetada pelo aneurisma passa a se ver como uma fortaleza interior. No entanto, essa condição é superficial, não supera o sentimento existente no profundo do seu ser.

Sua verdade interior vem à tona com a doença, mostrando a ela mesma aquilo que sempre negou. Sua vida está por um fio. Os frágeis vasos sanguíneos estão na iminência de se romper. Isso exige que ela tenha uma extrema moderação nas atividades. Precisa abster-se de tantos compromissos, abrir mão da sobrecarga de trabalho.

A vida tem esses caminhos para mostrar às pessoas aquilo que elas não encaram de frente. Enquanto as questões internas não forem aceitas, não serão sanadas. Para resolvê-las é preciso conscíentizar-se das próprias dificuldades. Somente assim consegue-se atingir o aprimoramento interior.

O aneurisma torna-se um caminho de conscientização das próprias limitações; esse é justamente o ponto com o qual as pessoas afetadas por essa doença não sabem trabalhar. Vivem ultrapassando seus limites, assumindo compromissos e responsabilidades, que geralmente caberiam aos outros. Esse comportamento agrava ainda mais sua fragilidade interior.

A tentativa de se fazer de forte, negando as fraquezas, é em vão. Para ser forte, não precisamos necessariamente ser consistentes, e experientes naquilo que nos propomos a fazer. A maior demonstração de força está em admitir as fraquezas e não se render aos desafios, nem tampouco fraquejar diante dos obstáculos da vida.

Na vida, o importante não é apenas ser forte, mas sim, ser verdadeiro para consigo mesmo, assumir as próprias dificuldades, e respeitar seus limites.

Esse é um gesto que requer coragem, mas promove a liberdade; enquanto alimentarmos uma falsa imagem a nosso respeito seremos presos e frustrados.

Permitir-se errar para aprender é abrir-se para crescer. Afinal, habilidade se adquire através das experiências. Mesmo não sabendo, procuramos aprender, ampliando assim nossos próprios horizontes.

Negar nossas fraquezas é viver limitados a elas, desenvolvendo uma série de mecanismos para mascarar aquilo que precisa ser fortalecido. E bloquear o fluxo de crescimento rumo ao sucesso e à realização pessoal.

 Metafísica da Saude - Luiz Antonio Gasparetto

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Respostas a este tópico

Muito obrigada Fátima, adorei, vou repassar. Namastê!

É incrível a maneira como esta doença foi abordada.obrigada.

Fala muito bem sobre a saúde cerebral. Obrigada.

Nossa,me descreveu quase corretamente.Em 2009,tive um avc hemorrágico,e 1 ano e meio após o avc,tive 3 aneurismas diagnosticados,e os médicos que descobriram os aneurismas(que não foram os mesmos que me atenderam qd tive o avc)acreditam que uma das causas do avc foi o rompimento de um quarto aneurisma.Naquela época(2009) eu estava separada,minhas filhas eram pequeninas,meus pais estavam bem doentes,meu irmão mais velho,que por um tempo dividiu comigo o cuidado com meus pais,havia falecido há 2 anos,eu não estava trabalhando fora de casa,achei que pedir licença do serviço seria a melhor solução.Alguns meses antes do avc,já não aguentava mais a situação,mas não via como resolver,achei que estava enlouquecendo,fui a um psiquiatra e ele me disse;"vc não tem nada,volte a trabalhar." não voltei e então tive o avc,e uma das muitas causas,provávelmente foi um aneurisma roto.Ainda tenho um aneurisma,2 foram embolizados,e tenho este pequenino que por estar em local dificil e ser pequenino,acharam mlhor não mexer.Agora sei porque tiveram que deixar este pequenino.

Gratidão!

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