Reconhecer e tratar as feridas psicológicas infligidas pelo fracasso

falhar

O fracasso é doloroso, decepcionante, e desmoralizante. Mas, para além destas feridas emocionais óbvias, a falha e o fracasso podem afetar-nos a um nível inconsciente, bem como, deixar marcas que pode vir a ser psicologicamente devastadoras. Reconhecer os vários danos psicológicos que você sofre quando falha e aprender a tratá-los irá ajudá-lo a recuperar mais facilmente e mais rapidamente, tanto psicologicamente como emocionalmente, e aumentar as suas chances de sucesso no futuro. Aceitar a perda e o fracasso é o primeiro passo para reconhecer até que ponto você foi negativamente afetado.

Reconhecer as feridas causadas pela falha e fracasso

1. A falha faz com que os nossos objetivos pareçam mais difíceis. Um conjunto de investigadores pediram às pessoas para chutar uma bola de futebol americano ao longo de um poste dez vezes, pedindo-lhes de seguida para avaliarem a distância e altura do poste da baliza. As pessoas que falharam na tarefa tinham a perceção que a trave estava significativamente mais longe e mais alta comparativamente às pessoas que conseguiram ser bem sucedidas. A falha tem um elevado impacto negativo nas nossas perceções inconscientes, de tal forma que os nossos objetivos parecem mais difíceis e mais fora do nosso alcance. Isso conduz-nos a outra distorção inconsciente:

2. A falha faz com que as nossas habilidades pareçam mais fracas.  Quando se falha e em reação ficamos zangados e demasiados decepcionados, tendemos a ver os nossos objetivos como mais difíceis de alcançar, percebemos a nós mesmos como menos capazes de alcançá-los. Mais uma vez, estas não são avaliações precisas, mas distorções naturais que ocorrem a um nível inconsciente. Estas duas distorções têm um impacto adicional:

3. A falha abala a nossa motivação. Numerosos estudos têm demonstrado que se acreditamos que vamos ter sucesso, ou ao invés falhar, isso tem um impacto direto sobre quanto esforço iremos investir para alcançar o nosso objetivo. Quando julgamos não sermos capazes de ter sucesso, inconscientemente investimos menos esforço na busca do nosso objetivo, e, consequentemente, certamente é menos provável que consigamos alcançá-lo. Todo este processo influência a seguinte dinâmica inconsciente:

 

4. A falha faz temermos o risco. Quanto menos confiantes somos, mais preocupados ficamos com a possibilidade de falhar, e ficamos menos propensos a correr riscos, de natureza emocional ou outros. Ironicamente, uma vez que a falha aconteça perante uma abordagem mais convencional, encontrar uma solução “mais arriscada” poderia ser a melhor solução. Mas, uma vez que estamos hesitantes em assumir riscos, ficamos menos propensos a considerá-los, porque:

5. A falha limita a nossa capacidade de pensar fora da caixa. Uma vez que o fracasso nos torna mais avessos ao risco, ele afeta a nossa capacidade de pensar de forma mais criativa e de procurar soluções que estão “fora da caixa” porque, por definição, essas soluções acarretam menos certeza e mais risco. Mas dado que estas dinâmicas são em grande parte inconscientes, muitas vezes não reconhecemos como o nosso pensamento tem sido negativamente afetado, e ao invés, acreditamos que não temos formas e ideias viáveis para prosseguir. E em consequência disso:

6. A falha faz-nos sentir desamparados. Num experimento o psicólogo Martin Seligman deu aos participantes um teste em que lhes disse que o resultado obtido era indicativo do nível de inteligência. Na verdade, o teste foi construído de modo a ser impossível de completar. O que se concluiu foi que os participantes ao falharem no teste (manipulado), sentiam-se impotentes, tanto que quando eles receberam um teste semelhante, em que o grau de dificuldade estava dentro das suas capacidades, eles não conseguiram ter bons desempenhos, porque sentiram-se impotentes para responder adequadamente. A falha muitas vezes faz-nos sentir impotentes, mesmo que não são sejamos na realidade, porque:

7. A falha conduz-nos a fazer generalizações incorretas e prejudiciais. Quando falhamos, temos tendência a generalizar a experiência de forma ampla e autopunitiva, e tirar conclusões incorretas e desnecessárias sobre a nossa inteligência geral, habilidades, capacidades, e até mesmo sobre a nossa “sorte na vida” ou o que foi ou não foi “concebido para ser realizado”. A única coisa que podemos concluir com toda a certeza depois de uma falha é que nós não tivemos sucesso nessa tarefa específica / objetivo, nesse momento em particular, naquelas circunstâncias particulares.

Como tratar as feridas infligidas pela falha?

1. Combata as distorções. Reconhecer que o fracasso distorce as suas perceções sobre a própria tarefa e sobre as suas capacidades. Não “compre a ideia” que você é incapaz. Adote uma atitude de persistência e otimismo e recuse-se a desistir enquanto o seu objetivo permanecer alcançável.

2. Reafirme a sua autoestima. Tente ignorar o seu recente fracasso por um momento e faça uma lista das qualidades e capacidades que você possui (coloque isso numa folha de papel) e que podem ajudar a que você seja bem sucedido. Se você tiver dificuldades para construir a lista, peça a um amigo ou alguém que você conhece bem para lembrá-lo dos seus pontos fortes. Leia a sua lista e volte a focar-se no seu potencial.

3. Lembre-se do que o sucesso significa para você. Em primeiro lugar, recarregue a sua motivação reconectando-se às razões que o levaram a perseguir o seu objetivo. Pense em como você se sentiria se conseguisse alcançar o seu objetivo com sucesso, especialmente depois de já ter falhado numa tentativa anterior.

4. Tome riscos calculados. Reconheça que é natural sentir-se ansioso quando considera opções menos convencionais, mas que pode ser essencial fazê-lo. Crie uma lista de todas as múltiplas abordagens que você pode realizar, classificando-as de acordo com os riscos que elas acarretam e faça escolhas informadas e calmas sobre quais as que lhe parecem ser mais viáveis.

5. Retome a sua criatividade. Pondere novas abordagens, seguindo estas duas etapas: na primeira, liste todas as abordagens que você pode realizar, ignorando completamente se são realistas ou possíveis. Não censure as suas idéias de imediato nesta fase. Depois de você ter completado a sua lista ideal, deve pensar quais são ou não são viáveis de passar à prática.

6. Concentre-se em fatores que estejam sob o seu controle. A maioria das falhas estão relacionadas com um planejamento inadequado, falta de preparação e esforço insuficiente. Esforce-se por descobrir o que estava faltando no seu planejamento, como você pode estar melhor preparado no futuro, e como e onde você pode investir mais esforço.

7. Reformule a falha como sendo um incidente único. Faça uma lista das especificidades da situação que poderiam ser diferentes quando você voltar a realizar a tarefa ou atividade na próxima vez. Inclua todos os itens, como circunstâncias, fatores relacionados com as outras pessoas envolvidas, o seu humor, o humor dos outros, o clima, o seu padrão mental, como você dormiria, e todas as outras coisas que possam contribuir para o seu esclarecimento. Em seguida, marque os vários fatores que podem fazer a diferença quando você tentar novamente.

Abraço,

Miguel Lucas

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por: Fatima dos Anjos

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