OS ESTUDOS TEOSÓFICOS DE MME. H.P.BLAVATSKY

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PODEM OS MAHATMAS SEREM EGOÍSTAS?


H. P. Blavatsky

Can the Mahatmas Be Selfish?, Theosophist , Agosto, 1884

Em vários escritos sobre ocultismo, tem sido declarado que não-egoísmo é a condição síne qua non para o sucesso. Ou uma maneira mais correta de se colocar isso, seria o de que o desenvolvimento de um sentimento de não-egoísmo é em si um treinamento inicial que trás consigo "conhecimento que é poder" como um acessório necessário. Não é, dessa forma, "conhecimento", como comumente entendido, que o ocultista se empenha para conseguir, mas que chega a ele de uma forma natural, em conseqüência de ele ter removido o véu que esconde o verdadeiro conhecimento de sua vista. A base do conhecimento existe em qualquer lugar, uma vez que o mundo dos fenômenos fornece, ou antes, é abundante de fatos, cujas causas tem de ser descobertas. Nós vemos somente os efeitos no mundo dos fenômenos, pois cada causa nesse mundo é em si o efeito de uma outra causa, e assim sucessivamente; e, dessa forma, o verdadeiro conhecimento consiste em chegar à raiz de todos os fenômenos, e assim chegar a um entendimento correto da causa primária, a "raiz sem raiz ", a qual, por sua vez, não é um efeito.

Para se perceber qualquer coisa corretamente, pode-se usar somente aqueles sentidos ou instrumentos a que correspbndam a natureza daquele objeto. Assim, para compreender o numênico, um sentido numênico é um pré-requisito, enquanto que um fenômeno passageiro pode ser percebido pelos sentidos correspondentes à natureza daqueles fenômenos. A Filosofia Oculta nos ensina que o sétimo princípio é a única e eterna Realidade, enquanto o resto, pertencendo como pertencem ao "mundo das formas" que não são permanentes, são ilusórios no sentido de que eles são impermanentes. A esses é limitado o mundo fenomenal o qual pode-se tomar conhecimento pelos sentidos correspondentes a natureza daqueles seis princípios. Ficará assim claro que é somente o sétimo, que pertence ao mundo numênico, que pode compreender a Realidade Abstrata que subjaz a todos os fenômenos. Como esse sétimo princípio a tudo permeia, ele existe potencialmente em todos nós; e ele, que chegaria ao conhecimento verdadeiro, tem que desenvolver aquele sentido [numênico] nele, ou antes, ele tem que remover aqueles véus que obscurecem sua manifestação [do sentido numênico]. Todo sentido da personalidade é limitado a esses seis princípios inferiores, pois se relacionam somente com o "mundo das formas". Consequentemente, verdadeiro "conhecimento" só pode ser obtido rasgando-se todas as cortinas de Maya levantadas por um sentido de personalidade perante o Atma impessoal.

É somente naquela personalidade que está centrado o egoísmo, ou antes, esse último [egoísmo] cria o primeiro [personalidade] e vice-versa, desde que eles agem e reagem mutuamente um sobre o outro. Pois, egoísmo é aquele sentimento que procura o engrandecimento da personalidade egótica de uma pessoa pela exclusão das outras. Se, dessa forma, egoísmo limita a personalidades estreitas, conhecimento absoluto é impossível enquanto não nos livrarmos do egoísmo. Dado que, não obstante, estamos nesse mundo de fenômenos, não podemos nos livrar inteiramente de um senso de personalidade, ressaltando contudo que aquele sentimento pode ser no sentido de que nenhum engrandecimento pessoal ou ambição permaneça. Nós estamos, por nossa constituição e estado de evolução, colocados no "Mundo da Relatividade", mas como nós achamos que impessoalidade e não-dualidade é o fim último da evolução cósmica, temos que nos empenhar para trabalhar em conjunto com a natureza, e não nos colocarmos em oposição a seus impulsos inerentes que devem dirigir-se para tal. Opor-se a [natureza], é querer sofrer, desde que uma força mais fraca, em seu egotismo, tenta se colocar em posição de combate contra a lei universal.

Tudo o que o ocultista faz é apressar esse processo, permitindo que sua Vontade atue em uníssono com a Vontade Cósmica ou a Mente Demiúrgica, o que pode ser feito pela restrição bem sucedida da vã tentativa da personalidade em colocar-se em oposição ao primeiro [Vontade]. E desde que o MAHATMA não é senão um ocultista avançado, que tem até então controlado se "eu" inferior quanto a mantê-Io mais ou menos em completa sujeição ao impulso Cósmico, está na natureza das coisas impossíveis para ele agir de qualquer outra forma que não seja de uma maneira não-egoísta. Tão logo ele conceda o "eu pessoal" confrontá-Ia, então ele deixa de ser um MAHATMA. Aqueles, dessa forma, que estando ainda emaranhados na teia do sentido ilusório da personalidade acusam os MAHATMAS de "egoísmo" pela retenção de "conhecimento" - não levam em consideração a respeito do que estão falando. A Lei de Evolução Cósmica está sempre operando para alcançar seu propósito de unidade última e levar o fenomenal para dentro do plano numênico, e os MAHATMAS estando en rapport [em sintonia] com ele, estão dando assistência àquele propósito. Assim, eles sabem qual é o melhor tipo de conhecimento para a humanidade em um determinado estágio de sua evolução, e ninguém mais é competente para julgar essa matéria, desde que somente eles possuem o conhecimento básico que pode determinar o curso correto e exercer discernimento apropriado.

Para nós que estamos ainda lutando no terreno escorregadio dos sentidos ilusórios, ditar que conhecimento os MAHATMAS devem repassar para nós e como eles devem agir, é como um menino de rua [sem qualquer instrução] ter a presunção de ensinar ciência ao Prof. Huxley ou política ao Sr. Gladstone. Pois, ficará evidente que, tão logo o menor sentimento de egoísmo tente se colocar contra si próprio, a visão do sentido espiritual, que é a única percepção do MAHATMA, torna-se nublada e ele perde a "poder" que somente o "conhecimento" abstrato pode conferir. Por essa razão, temos que observar constantemente com vigilância a "Vontade" para exercer e evitar que nossa natureza inferior venha até a superfície, o que ela faz em nosso presente estado ainda não desenvolvido; e assim extrema atividade e nenhuma passividade é a condição essencial com a qual o estudante tem que iniciar. Primeiro sua atividade é direcionada para obstar as influências de oposição do "eu inferior'; e, quando isto for conquistado, sua Vontade centrada no seu mais alto "eu" (real), continua a trabalhar mais eficazmente e ativamente em uníssono com a ideação cósmica na "Mente Divina".

Tradução: João Baptista Neto, MST – Jina - Rio de Janeiro - Novembro, 2001.




Curso Introdutório à Teosofia


O professor titular, de origem chilena, Enrique Renard é o autor deste curso, baseando-se no Curso Básico de Teosofia de Emogene Simmons, acrescentou cinco lições a mais, formando um total de 14 lições.

E eu simplesmente, trarei a vocês este curso – traduzido para o Português. O interessante é que ao final de cada lição, teremos algumas perguntas para que o discípulo interessado possa refletir a lição dada e, obviamente, tentar responder ou trazer as suas dúvidas para o grupo. Por ser a Teosofia uma disciplina complexa, este Curso pretende simplificar, porém não se trata de reduzi-la ou transformá-la em outra coisa... Mas, tão-somente, facilitar o entendimento dos conceitos teosóficos fundamentais. Vejamos se isto – realmente – será possível e prático!

“Sua simplicidade o faz essencial para aquele que se inicia neste apaixonante mundo, antes de entrar no estudo de outros livros teosóficos mais profundos, como os livros - “ISIS sem Véu” ou “A Doutrina Secreta.”

Estrutura das Aulas

Prólogo: Bases Fundamentais da Ciência Oculta

1- O Plano Divino
2- Os Corpos sutis do ser humano
3- Vida depois da Morte
4- A Reencarnação
5- O Karma
6- A Fraternidade Branca
7- A Doutrina dos Ciclos
8- O Duplo Etéreo
9- O Corpo Astral
10- O Plano Mental
11- O Poder do Pensamento
12- A Questão do Mal
13- O Reino Dévico
14- A Fraternidade Universal

PERGUNTAS E RESPOSTAS


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H. P. BLAVATSKY - Documentário Biográfico

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Comentário de Maria cecilia em 13 junho 2009 às 14:51
Obrigada amiga!
Estou aqui para crescer
Mto agradecida pelo convite.
Grande bju
Comentário de ॐMaria Elisete em 8 junho 2009 às 17:00

Sobre a Essência Divina e a natureza da alma e do espírito, a Teosofia moderna acredita como o fazia a Teosofia antiga. O Diu popular das nações arianas [do arya – sânscrito – significando nobre, válido, confiável, referindo-se originalmente aos povos antigos da Ásia central que emigraram para a Índia, Irã e Europa – NE] era idêntico ao Iao dos caldeus, e mesmo ao Júpiter dos menos instruídos e filosóficos entre os romanos; e era igualmente idêntico ao Javé dos samaritanos, do Tiv ou Tiusco dos nórdicos, do Duw dos bretões, e do Zeus dos trácios. Sobre a Essência Absoluta, o Um e o todo – seja aceitando a filosofia grega Pitagórica, ou a Cabalista caldéia, ou a ariana – qualquer uma das concepções acima citadas só pode levar à pura e absoluta Teosofia. Todo Teosofista, então, sustentando uma teoria sobre a Deidade “que não tem revelação, mas uma inspiração própria como base”, pode aceitar qualquer das definições acima ou pertencer a qualquer destas religiões, e ainda assim permanecer estritamente dentro dos limites da Teosofia. Pois esta é a crença na Deidade como o TODO, a fonte de toda existência, o infinito que não pode ser compreendido ou conhecido, o universo apenas revelando-A, ou, como alguns preferem, revelando-O, dando-Lhe um sexo, para antropomorfizá-la, o que é uma blasfêmia. Na verdade, a Teosofia foge da materialização brutal; ela prefere acreditar que, eternamente retirado em Si mesmo, o Espírito da Deidade não quer nem cria; mas que, da efulgência infinita em toda parte partindo do Grande Centro, isso que produz todas as coisas visíveis e invisíveis é apenas um Raio contendo em si mesmo o poder de gerar e conceber, o qual, por sua vez, produz aquilo que os gregos chamavam Macrocosmo, os cabalistas, Tikkun ou Adão Kadmon (o homem arquetípico), e os arianos, Purusha, o Brahm manifesto, ou Masculino Divino. A Teosofia também acredita na Anástase, ou existência contínua, e na transmigração (evolução) ou numa séria de mudanças na alma que podem ser defendidas e explicadas em princípios estritamente filosóficos; e isso só ao fazer uma distinção entre Paramatma (alma suprema, transcendental) e Jivatma (alma animal, ou consciente) dos Vedantinos.

H. P. Blavatsky
Comentário de mariamanu em 7 junho 2009 às 20:58
Teosofia, ou sabedoria divina, refere-se ou ao misticismo dos filósofos que acreditam que podem compreender a natureza de Deus por apreensão directa, sem revelação, ou refere-se ao esoterismo de colecionadores de filosofias misticas e ocultas que afirmam estar em presença de grandes segredos de sabedorias antigas.

O misticismo teosofico é atribuido a Platão (c. 427-347 aC), Plotinus (204/5-270) e outros neo-Platonicos, e Jakob Boehme (1575-1624), entre outros. Teve a sua ultima grande explosão na filosofia ocidental no século 19 com o Idealismo Alemão. A tradição mistica continua a ser um forte elemento em muitas filosofias não Ocidentais, como a Indiana.

O esoterismo teosófico inicia-se com Helena Petrovna Blavatsky (1831-1891) mais conhecida como Madame Blavatsky, uma das co-fundadoras da Sociedade Teosófica em Nova Iorque em 1875. A tradição teosófica esotérico de Blavatsky vai beber a várias tradições filosóficas e religiosas: Zoroastrismo, Hinduismo, Gnosticismo, Maniqueismo, a Cabala, entre outras.
Comentário de Verônica D'amore em 7 junho 2009 às 20:47
“Sendo a Sabedoria subjacente a todas s coisas, já que todos cumprem uma finalidade relacionada com o que se denomina “O Plano Divino”, não podemos senão mostrar-nos dispostos a vê-la por todos os lados, no micro, no meio e no macro... Para vê-la há de tê-la, porque também somos a expressão de Deus...

A Teosofia que ensinamos é a que compreendemos, por isso é completamente antidogmática. As organizações chamadas teosóficas a difundem “bem”, enquanto seus membros a compreendem “bem”, mas nenhuma organização pode declarar-se custódia ou possuidora da Sabedoria Divina, a não ser o grupo de humanos perfeccionistas que silenciosamente está levando a sua descoberta por todas as partes especialmente em nosso interior. Estejam atentos! A mensagem está no que você vê e na forma em que você a vê, a mensagem está justo atrás de sua pálpebra ao fechar os olhos, na obscuridade de seu silêncio e no caminhar atento pelo tráfego do mundo”. (Juan Gui)
Comentário de ॐ Crystal ॐ em 7 junho 2009 às 5:01

Excelente Grupo. Obrigada pelo convite.
Crystal.
Comentário de Verônica D'amore em 12 maio 2009 às 16:54
Carma
in Teosofia

Quedamo-nos estupefatos diante do mistério que nós próprios fabricamos, e dos enigmas da vida que não queremos resolver, e depois acusamos a grande Esfinge de nos devorar. Mas, em verdade, não há um acidente em nossa vida, não há um dia mau ou uma desgraça cuja causa não possa ser encontrada em nossas próprias ações, nesta ou noutra existência. Se alguém infringe as leis da harmonia ou, conforme a expressão de um teósofo, as “leis da vida”, deve estar preparado para cair no caos que ele mesmo produziu.

H.P.B. em A Doutrina Secreta
Comentário de mariamanu em 3 maio 2009 às 22:52
Madame Blavatsky foi uma das personagens mais marcantes de nosso tempo, e deve ser considerada figura dominante no desenvolvimento do ocultismo. e dos estudos teosóficos em todo o mundo. Sobre Helena Blavatsky, fundadora da Sociedade Teosófica, citam-se fatos extraordinários. Sua vida é cercada de episódios fantásticos. Ninguém melhor do que Henry Steel Olcott, seu intimo colaborador durante muitos anos e até sua morte, para falar a respeito dessa estranha figura feminina.

RAÍZES DO OCULTO, além do relato de episódios da vida de Helena Blavatsky, contém toda a história da fundação da Sociedade Teosófica, em Nova York, e da rápida propagação de seus ideais pelo mundo todo.
Comentário de mariamanu em 3 maio 2009 às 22:48
Comentário de Verônica D'amore em 2 maio 2009 às 23:33


Excelente vídeo Maria Manu...

Muito Obrigada por esta elucidação e pela sua presença neste Grupo! Presença esta que muito me encanta...

Um bj em teu coração,
Eu Sou Verônica.
Comentário de mariamanu em 2 maio 2009 às 21:57
 

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