Hidemberg Alves da Frota


Na jornada evolutiva, não há despedidas propriamente ditas, mas série de desencontros e reencontros.

No circuito cósmico a que todos os espíritos (encarnados e desencarnados) estão conectados, dentro e fora do plano físico, não há possibilidade de se viver em eterno apartheid.

Ao longo do imorredouro ciclo evolutivo, estamos sempre esbarrando uns nos outros. Desse modo, à medida que evolve, condiciona-se o ser a amar, de modo fraterno e incondicional, todos aqueles que com ele coexistem no Todo.

Nem sempre essa perspectiva de horizontes amplos prevalece.

Às vezes, prefere-se a nostalgia do momento evolutivo passado, que ora existe apenas na memória, incrementada por tonalidades amenas ou sulfúricas em demasia, de enredos que não podem ser reproduzidos em condições idênticas, embora os espíritos que interpretaram tais personagens, inexoravelmente, contracenarão em novos episódios, em outros cenários e com outras características comportamentais, parecidas ou diferenciadas, se comparadas às daquela situação.

É comum o indivíduo se entristecer quando percebe o amigo de outros tempos (remotos ou recentes) em etapa evolutiva diferente da sua.

Afetos da alma ora se aproximam, ora se distanciam, de acordo com o ritmo evolutivo de cada um, a afinidade ou não entre pensamentos, sentimentos, emoções, valores, mentalidade, modo de ser e ideologia.

Espíritos que construíram entre si, no decorrer da senda evolutiva, pontes de afinidade ou laços de antipatia distanciam-se ou se aproximam e, por vezes, reciclam a forma como se relacionam, em função de interesses, valores, mentalidades, conduta e aptidões em comum ou em repulsão mútua, próprios do momento evolutivo que ambos vivenciam, na ocasião.

Devemos respeitar a caminhada evolutiva de cada um, próxima ou afastada da nossa – dualidade relativa, porquanto as distâncias se encurtam, por meio de pensamentos, sentimentos, emoções e energias compatíveis.


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[1] Artigo escrito em 6 de novembro de 2006. Revisado em 2 de julho de 2010

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