VITORIA-REGIA
UMA LENDA INDÍGENA DA LUA
publicado por Lunna Annul, Facebook

Há muitos anos antes de Cristo, em uma tribo indígena, contava-se que a lua (Jaci) era uma deusa que ao despontar a noite, beijava e enchia de luz os rostas das mais belas virgens índias da aldeia. Sempre que ela se escondia atrás das montanhas, levava para si as moças de sua preferência e as transformava em estrelas no firmamento.UMA LENDA INDÍGENA SOBRE A LUA VITORIA-REGIA Há muitos anos antes de Cristo, em uma tribo indígena, contava-se que a lua (Jaci) era uma deusa que ao despontar a noite, beijava e enchia de luz os rostas das mais belas virgens índias da aldeia. Sempre que ela se escondia atrás das montanhas, levava para si as moças de sua preferência e as transformava em estrelas no firmamento. Uma linda jovem virgem da tribo, a guerreira Naiá, vivia sonhando com este encontro e mal podia esperar pelo grande dia em que seria chamada por jaci. Os anciões da tribo alertavam Naiá: depois do seu encontro com a sedutora deusa, as moças perdiam seu sangue e carne, tornando-se luz, viravam as estrelas do céu. Mas quem a impediria? Naiá queria ser levada pela lua. Á noite, cavalgava pelas montanhas atrás dela, sem nunca alcança-la. Todas as noites eram assim, e a jovem índia definhava, sonhando com o encontro, sem desistir. Não comia e nem bebia nada. Tão obcecada ficou que não havia pajé que lhe desse jeito. Um dia, tendo parado para descansar, sentou-se à beira de um lago e viu em sua superfície a imagem da deusa amada: a lua refletida em suas águas. Cega pelo sonho, lançou-se ao fundo e se afogou. A lua, compadecida, quis recompensar o sacrifício da bela jovem índia e resolveu transforma-la em uma estrela diferente de todas aquelas que brilham no céu. Transformou-a então numa "estrela das águas", única e perfeita, que á vitória-regia. Assim, nasceu uma linda planta cujas flores perfumadas e brancas so abrem à noite e ao nascer do sol ficam rosadas.

Uma linda jovem virgem da tribo, a guerreira Naiá, vivia sonhando com este encontro e mal podia esperar pelo grande dia em que seria chamada por Jaci. Os anciões da tribo alertavam Naiá: depois do seu encontro com a sedutora deusa, as moças perdiam seu sangue e carne, tornando-se luz, viravam as estrelas do céu. Mas quem a impediria? Naiá queria ser levada pela lua. Á noite, cavalgava pelas montanhas atrás dela, sem nunca alcança-la. Todas as noites eram assim, e a jovem índia definhava, sonhando com o encontro, sem desistir. Não comia e nem bebia nada. Tão obcecada ficou que não havia pajé que lhe desse jeito.
Um dia, tendo parado para descansar, sentou-se à beira de um lago e viu em sua superfície a imagem da deusa amada: a lua refletida em suas águas. Cega pelo sonho, lançou-se ao fundo e se afogou. A lua, compadecida, quis recompensar o sacrifício da bela jovem índia e resolveu transforma-la em uma estrela diferente de todas aquelas que brilham no céu. Transformou-a então numa "estrela das águas", única e perfeita, que á vitória-regia.
Assim, nasceu uma linda planta cujas flores perfumadas e brancas so abrem à noite e ao nascer do sol ficam rosadas.

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