Se soubesse que toda sua vida esta sendo gravada,você agiria diferente?

Gêneros Suspense, Ficção científica
Produção: Nick Weschler
Direção: Omar Naim
Roteiro: Omar Naim
Elenco: Robin Williams, Jim Caviezel, Mira Sorvino mais
Nacionalidades Eua, Canadá, Alemanha
Fotografia: Tak Fujimoto
Trilha Sonora: Brian Tyler
Duração: 105 min.
Ano: 2004

Em um futuro próximo CHIPS poderão ser implantados em humanos com diferentes finalidades: científicas ou não. Bebês, ao nascerem e com total anuência de seus pais, terão chips implantados no seu cérebro com a finalidade de gravar toda sua vida, todas as suas experiências até o momento de sua morte.
 
Porém ele só poderá saber que é portador do chip aos 21 anos. Sua vida será gravada, suas emoções, seus devaneios, suas impressões criadas na mente serão gravadas. Ele não terá opção.
 
Algumas pessoas possuem em seu cérebro um implante de
memória, comprado por seus pais antes mesmo de nascerem, que registra todos os fatos ocorridos em sua vida. Após sua morte este implante é retirado e, com o material nele existente, é editado um filme sobre a vida da pessoa, que é exibido em uma cerimônia póstuma chamada Rememória. Alan Hakman (Robin Williams) é o
melhor montador de filmes para a Rememória em atividade, usando seu talento para preparar filmes que concedam a absolvição ao morto em relação aos erros por ele cometidos em vida.
  
Por se dedicar ao trabalho, Alan se torna uma pessoa distante e incapaz de viver sua própria vida. Ele se considera uma espécie de "devorador de pecados", acreditando que seu trabalho seja um meio de perdoar os mortos e que, de alguma forma, este perdão também chegue para ele próprio. Porém, quando busca por material em um implante para a Rememória de um diretor da empresa que fabrica os chips, Alan encontra a imagem de uma pessoa que marcou sua infância. É quando Alan decide iniciar uma busca pela verdade sobre esta pessoa, em uma tentativa pessoal de conseguir sua redenção por um erro do passado.
A própria vida de Alan volta ao passado, para seu desespero.
 

CURIOSIDADES
 
Outro ponto interessante que o filme aborda – e que ao final de revelar o verdadeiro cerne do longa-metragem – é a questão da subjetividade da memória. Há uma cena curta e exemplar a respeito disso no filme. Logo no princípio, Alan é contratado para editar uma memória e recebe instruções específicas para incluir uma cena que envolve um passeio de barco. Ele o faz. Depois de exibir o filme, o responsável pelo pedido o aborda e pergunta se ele alterou a memória em questão. “Nas minhas lembranças, o barco é verde, mas no filme ele aparece vermelho”, questiona. “Talvez sempre tenha sido vermelho”, responde Alan. A cena é curta, mas reverbera até o final, no filme e na cabeça do espectador. Memórias sempre distorcem a realidade, como todos sabemos.
 
Em resumo, “Violação de Privacidade” aborda, sob um ângulo diferente, um tema que vem sendo visitado por muitos criadores: onde termina a realidade e onde começa a ilusão? Talvez por causa dessa abordagem, Omar Naim preferiu não se preocupar com a direção de arte. O que lhe interessa é o conteúdo, não a forma do filme. Assim, embora o implante de memória seja um artefato claramente futurista, assim como as chamadas “tatuagens elétricas”, que pessoas desejosas de se livrar do equipamento precisam implantar na face para inutilizá-lo, toda a ambientação do filme acontece no presente, incluindo os automóveis e a arquitetura.
 
CRÍTICAS DO PÚBLICO
 
O que parece realmente incomodar o público que assiste a “Violação de Privacidade”, no entanto, é mesmo a pouca importância que a história do advogado tem para o diretor. O serviço para o qual Alan Hakman foi contratado tem papel importante na trama, mas não da maneira que as pessoas esperam. “Violação de Privacidade” é Alan, não sobre Charles Bannister. É sobre o trauma de infância do editor, e não sobre um advogado que as pessoas imaginam ser um criminoso.
Bannister funciona meramente como catalisador da discussão rica e complexa a respeito das questões envolvendo memórias e privacidade, que o diretor deseja abordar. Omar Naim prova isso quando termina o filme deixando sob sombras o verdadeiro segredo de Bannister. Naim não fez um thriller, mas um drama de ficção científica. Dos bons.
 
ASSISTIR EM DUAS OPÇÕES
OPÇÃO 1
 



OPÇÃO 2




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