Informe Rahma - Mintaka, Uma Viagem Estelar a Órion - 3
  
O Enigma de Inimon
Durante o trajeto íamos parando naqueles lugares que poderiam conter algum fragmento da história de Moisés, sejam cavernas de águas termais ou poços de água ou “Olhos de Moisés”- como são chamado – que se encontram ao longo das margens do Canal de Suez, um prolongamento do Mar Vermelho que tem sido freqüentemente citado como o lugar de passagem do povo hebreu em sua fuga sobrenatural através das águas.
Também aproveitamos para falar da Missão e suas últimas experiências, como os encontros grupais com o Real Tempo do Universo e a recepção de cristais com base triangular.
Rafael levava uma cópia do informe que detalhava a expedição à Cueva de los Tayos em agosto de 2002. Recordar aquela experiência nos permitiu viver uma conexão coletiva com o Tempo Real, e produziu em nós uma ativação dos Cristais de Césio e outros, como discutimos em Quito ao fim daquela jornada nas selvas amazônicas – na maior parte “sob a terra” – uma transformação dos mesmos.
Já em maio de 2002, havíamos publicado em um dos boletins do projeto ECIS o fenômeno dos cristais de base triangular e sua relação com o “tempo”, sem imaginar que na Cueva de los Tayos viveríamos a primeira experiência que une os Cristais de Césio com o Real Tempo do Universo, e a mutação dos mesmos a uma base triangular – no caso daqueles que já os haviam recebido como base quadrada.
Nosso irmão Sixto Paz já havia nos brindado com um argumento convincente sobre a diferença da base quadrada e triangular, durante a conferencia que compartilhamos em Lima (dezembro de 2002) sobre “A Atualidade da Missão”: “A base quadrada representa o conhecimento e a base triangular marca o trabalho baseado no amor”.
 
 
Isso pode estar relacionado com as fases de Rahma, quatro fases de preparação – “base quadrada, que representa o que foi vivido na primeira etapa do processo – e três fases de conclusão dos objetivos. “Base triangular”, sinônimo da etapa atual em que somos chamados a selar com a força do amor o compromisso final da Missão.
Seja como for, a existência de cristais de base triangular ficou finalmente confirmada quando em janeiro de 2003 se realizou um encontro internacional em Paysandu, Uruguai, onde muitos dos irmãos receberam cristais de luz com a forma de “tetraedro” e conexões com o Real Tempo.
Tudo isso nos deixaria muito felizes ao ver como se fortaleciam as novas experiências, que se baseiam na própria dinâmica de crescimento da Missão e a realização de seus objetivos.
O tema do diálogo central nesta viagem ao Sinai, claro, foi o enigma de Moisés e a Arca da Aliança. Trocamos diferentes pontos de vista sobre este mistério que ainda não está totalmente esclarecido para os historiadores.
Ao chegar ao monastério de Santa Catalina, Maribel e eu, que havíamos estado ali antes, experimentamos uma emoção transbordante. Todo o grupo estava numa ótima vibração, fixando o olhar na montanha, como se isso fosse, de fato, um gigante no meio do deserto.
Embora esta não seja a única montanha nesta área, é a única que reúne as características do Horeb de Moisés, como por exemplo:
1.   Fica em frente a um deserto e uma planície suficientemente grande para haver abrigado os milhares de israelitas guiados por Moisés.
2.   Se apresenta como uma espécie de “muro” sobre esta planície, permitindo ser tocada, tal como descreve o Antigo Testamento.
3.   Mesmo sendo uma montanha de considerável altitude, pode-se ver e até mesmo ouvir uma pessoa no topo, tal como ocorreu com Moisés em suas subidas, a maioria delas sozinho...
Ver novamente a montanha me estremece de emoção. Ainda mais ao lembrar que em suas entranhas se encontraria a Arca da Aliança, e nela, a “Chave da Ascensão” ou o testemunho genético de Jesus, contido no sangue derramado no momento final da crucificação.
Quase por impulso, eu sabia que esta montanha, por tudo o que ela significa, poderia ser o famoso Inimon já mencionado pelos Guias nas comunicações do “Novo Tempo” (1975), um monte relacionado ao conhecimento e à entrega final do Livro dos das Vestes Brancas.
Um fragmento daquelas comunicações afirma:
 “[...] será então em Inimon, a Paz do Anrrom, apenas quando a Terra cantar a uma só voz; sede filhos do Pai Mãe e em seu colo baile o Amor na Harmonia Universal...” (OXALC).
Tudo isso me fazia lembrar a mensagem do próprio Oxalc que recebi em 08 de janeiro de 2002, em Buenos Aires. 27 anos depois, o coordenador dos Guias de Morlen voltava a falar sobre a misteriosa montanha:
“Estão cruzando portais e conhecendo as verdadeiras dimensões de tudo o que transmitimos nos primeiros anos do contato. Está comprovada a vital importância de manter a preparação, fortalecer sua vontade, porque a cilada das trevas é forte, e terão que caminhar em meio a tudo isso com passos firmes, e que não vacilem na ladeira que ascende a Inimon, a Montanha Sagrada de Rahma, que mencionamos mais de uma vez. Os Rahma sabem que não é apenas um símbolo. Existe. Mas só quando ascenderem à montanha espiritual, a montanha física será alcançada e os segredos desvelados”.
 
 
Eu estou pessoalmente convencido de que o Monte Sinai é o Inimon citado pelos Guias. No entanto, além do mistério, que identifica um dos lugares chaves da Missão, como disse Oxalc, que nenhuma montanha física pode ser alcançada sem antes vencer a montanha espiritual.
Este foi um dos erros mais freqüentes de nossas viagens: dar maior importância às formas que ao sentido profundo do que fazíamos. Hoje, com base na experiência adquirida, tínhamos que concentrar nossos passos na subida daquela montanha espiritual, simbólica, mas real, a “ante-câmara” que precede o Horeb físico de Moisés.
Sem dúvida este era o aspecto mais importante para nós, considerando que naquele dia 17, enquanto acomodávamos nossos equipamentos nas salas do monastério, as forças militares dos EUA e a Inglaterra se preparavam para atacar o Iraque, naquela mesma noite.
Richard González
 
Tradução: Silvana Pion

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