FILOSOFIA ESPÍRITA – VOLUME 2 - JOÃO NUNES MAIA - DITADO PELO ESPÍRITO MIRAMEZ

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HÁ DIVISÕES NO ESPAÇO PARA OS ESPÍRITOS?

 

Há inúmeras divisões no espaço para os espíritos, nas quais a vida que levam é de acordo com os seus estados espirituais. Em to­do lugar onde estagiamos há um traço da nossa própria elevação espiritual, a nos mostrar o que somos; no entanto, a misericórdia di­vina interfere em tudo, nos dando sempre um pouco a mais como bênção do Criador.

No espaço infinito há mesmo divisões que se interpõem aos espíritos que ali se radicaram por necessidade, sem condições de vi­sitarem outras comunidades, porém essas, como que prisão, são transitórias; o tempo lhes dará meios, juntamente com o esforço próprio, de se libertarem, tendo o espaço como a sua própria casa, sendo cidadãos universais. Para os Espíritos puros não existem bar­reiras e eles visitam todos os reinos como se fossem o seu próprio ninho familiar. Mas, para tanto, haveremos de vencer a nós mes­mos, iluminando a nossa consciência, aparando as nossas arestas e convertendo os nossos impulsos de ódio, ciúme, orgulho e egoísmo em amor, Àquele que Se transmuta em sol e faz livre os sentimentos, para que a caridade tenha trânsito desimpedido, com todas as suas nuances.

É de se notar que na Terra há igualmente muitas divisões, onde o inferior não tem acesso ao superior, no entanto, este pode tran­sitar em todos os outros. Devemos buscar a superioridade, que deve ser patrimônio comum de todas as criaturas, conquista de todos os seres, pelo esforço individual. Os espíritos povoam verdadeiramente o espaço infinito, reunindo-se por vezes, em sociedade, como convi­vem com os homens de maneira que muitos desconhecem. Eles estão ligados à Terra por compromissos assumidos de ajudar os encarnados nas suas necessidades, e trabalham incessantemente, dando-lhes intuição das coisas corretas da vida; entretanto, se fecharem os ouvidos à transmissão de idéias nobres, abrir-se-á campo propício para a manifestação das trevas, que também têm como moradia a Terra, por ela ser o lar mais afeito às suas aspirações.

Chegou o momento das mudanças. Nosso Senhor Jesus Cristo bate às nossas portas espirituais, nos pedindo para mudar, ajustando os nossos conhecimentos para maior entendimento das leis espirituais, de sorte a nos libertar da ignorância; e para isso Ele nos deixou como herança divina o Evangelho, contendo preceitos que nos marcam os caminhos, por onde encontraremos a vida, en­contrando a verdade.

A convivência com a Doutrina Espírita, em estudo permanente das suas consecutivas revelações, fornecerá os meios e dará mes­mo facilidades de se reconhecer quem são os espíritos mais ou me­nos livres e, pela viagem astral, poder-se-á constatar com mais visibilidade outros reinos onde habitam espíritos. O tempo, sobre a di­reção da Divindade, conferirá essa oportunidade. A vida é como uma flor: vai desabrochando na seqüência do próprio tempo.

Os espíritos moram por toda parte e servem de agentes de Deus no engrandecimento de tudo. Podemos observar legiões de entidades no ar, nas águas, nas florestas, no reino animal e nas so­ciedades humanas, em trabalhos permanentes em nome dAquele que tudo criou por amor. Esperamos que o entendimento neste as­sunto não se faça esperar, e que o esforço de cada um, para me­lhorar, seja a esperança de todos para o encontro da felicidade, por­que tudo está pronto, esperando de nós o momento da decisão.

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FORMA DOS ESPÍRITOS

 

Muitos intentam saber se os espíritos têm forma. Preocu­pam-se com certos detalhes que escapam às suas possibilidades de analisar de sentir. Eles não têm formas da maneira que de um modo geral se concebe, por viverem em uma faixa diferente da vida física. Se tomarem alguma forma para se fazerem reconhecidos, po­dem mudar imediatamente, na hora qe lhes for conveniente. Sua mente é, pois, uma força poderosa que a tudo transforma, com as bênçãos da sabedoria e do amor, conquistadas através dos evos. To­davia, para Deus, o espírito tem um esquema, tem uma forma idea­da por Ele, imutávelna sua constituição divina.

A vida, principalmente do homem, é um eterno perguntar. E quem pergunta é porque desconhece as leis de Deus vigorando no universo grandioso. Nas regiões superiores não se pergunta; há outro. processo de aprendizado, por não existir ignorância, e quando se ou­ve a fala é a do Mestre, dentro da Sua espontaneidade, de maneira que os que ouvem assimilam o que corresponde as suas necessidades. Há algumas diferenças no que tange aos planos de vida. Certamente que os que vivem em regiões inferiores têm necessida­des que são dispensadas nos planos elevados. Porém, todos cami­nham para a libertação espiritual. Há regiões no espaço em que habi­tam espíritos de formas grotescas, que tomam aparências de ver­dadeiros animais e vivem como tais. Os sentimentos lembram as formas, e eles passam a viver naquele reino por vezes com as ne­cessidades que convêm àquela classe.

A vida nos dá o que pedimos pela vivência, na região em que estagiamos. E os homens na carne não escapam a essa lei. O espí­rito animalizado na carne não consegue transformá-la, no entanto, tem as aparências do reino em que vive e pensa. E a luz que nos cir­cunda nos fala quem somos com clareza, pois é do dito evangélico que ninguém engana a Deus. As leis do Senhor agem onde quer que seja, com a plenitude da sua força, nos dando de acordo com o que somos e nos fazendo ser o que conquistamos.

A reencarnação é uma bênção para os espíritos inferiores, que eles próprios desconhecem. A carne é uma esponja absorvente das mazelas, quando isso acontece. A carne é um esconderijo, senão um conforto, para os prisioneiros da consciência. É justo que abençoemos o mundo físico, mormente quando passamos a conhecê-lo na profundidade dos seus objetivos, O corpo humano, para o Espírito, é a bondade de Deus visível aos que não têm olhos para ver o que não se pode ver com os olhos da carne.

Os espíritos não têm forma, sob o ponto de vista da forma como pensas. No entanto, é uma chama divina, é uma luz, que o Senhor dotou de todas as qualidades a serem desabrochadas, de modo a enriquecer a vida, lembrando o seu Criador.

Não devemos parar de pesquisar as belezas espirituais, po­rém, devemos fazer isso pelos processos ensinados pelo Evange­lho, estimulando todas as virtudes no centro do coração, para que essa luz seja um sol a fim de confortar-lhe a consciência.

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