Sinto, um correr de lágrimas, que lavaram todos os meus sonhos,
que compactei, ao longo de uma vida sem fim...
Acabou-se, o elástico de alongar as perspectivas de vida, onde empurrava tudo com a famigerada ilusão, do amanhã talvez! 

Acabou-se o teatro para mim mesmo!
Não há mais," pátria luz, nem alma bandeira"… Ficou, para trás a tal vida de afectos e desafectos. 

A vida esgueirasse-me, por entre os dedos,
... com a certeza que todo o homem fica só; 
“quando nasce, e quando morre..”

Então fico a flutuar no espaço, sem atropelos dos próprios anjos! 
Aproveito o último instante, deste corpo já gélido, e quase sem vida…
Olho para um velho retrato, com a imagem já desfocada,
e da minha voz rouca e já sumida, balbucio, com outras palavras soltas: 

- Adeus filho, amei-te tanto, tive tantas saudades tuas!
Mas a partir de agora, terás tu saudades minhas! E com minha determinação correcta, de quem sabe que acaba a sua existência.


Crispo, as mãos no lençol imaculado, diluindo a magoa escura!
Despeço-me do meu mundo ilusório que criei, para me defender do triste “abandono”

PERDÃO FILHO POR EU TER EXISTIDO!

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